
A Secretaria Municipal da Saúde de Marília registrou 93 acidentes envolvendo picadas de escorpião entre janeiro e 9 de maio deste ano.
O levantamento mostra crescimento expressivo nas ocorrências nos últimos cinco anos. Em 2020, a cidade contabilizou 107 acidentes com escorpiões. Já em 2025, o número chegou a 301 casos, representando aumento de 181,31% no período.
A evolução anual demonstra tendência de alta nas notificações. Foram registrados 145 casos em 2021, 176 em 2022, 208 em 2023 e 183 ocorrências em 2024.
Além dos escorpiões, o município registrou em 2026 outros acidentes com animais peçonhentos: 4 envolvendo serpentes, 18 com aranhas e 30 por outros animais.
A elevação está associada às condições climáticas. Em períodos quentes e chuvosos, os escorpiões buscam abrigo em locais secos e protegidos, muitas vezes dentro de residências. Redes de esgoto, galerias pluviais, entulhos e áreas com acúmulo de lixo funcionam como esconderijos ideais. A presença de baratas - principal fonte de alimento desses animais - contribui para a permanência em áreas urbanas.
Após a picada, os sintomas mais comuns incluem dor intensa e imediata no local, vermelhidão, inchaço e sensação de queimação. Em quadros moderados ou graves podem surgir náuseas, vômitos, sudorese, agitação, alteração da pressão arterial e dificuldade para respirar, exigindo atendimento médico imediato, especialmente em crianças e idosos.
A prevenção passa por medidas simples: manter quintais limpos e sem entulho, vedar frestas em paredes e rodapés, instalar telas em ralos e janelas, afastar camas e berços das paredes, sacudir roupas e calçados antes de usar e evitar o acúmulo de materiais de construção. Em caso de acidente, a orientação é procurar rapidamente um serviço de saúde e, se possível, identificar o animal com segurança.