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Sem asfalto: Moradores da zona Oeste de Marília convivem com lama e poeira

Há mais de 30 anos, motoristas e moradores do Jardim Cavallari aguardam pavimentação de via paralela à rodovia

Por: Redação
16/05/2026 às 22h21
Sem asfalto: Moradores da zona Oeste de Marília convivem com lama e poeira
Veículos utilizam a rua Edmundo da Silva Lopes, sem pavimentação há mais de 30 anos, na zona Oeste de Marília

A falta de pavimentação na rua Edmundo da Silva Lopes, na zona Oeste de Marília, tem gerado transtornos para moradores e motoristas que utilizam a via como alternativa de acesso. Localizada no bairro Cavallari, a rua possui cerca de seis quadras sem asfalto e vem sendo cada vez mais utilizada devido ao crescimento da região.

Nos últimos anos, o bairro - registrou expansão significativa, com novos empreendimentos residenciais e aumento no fluxo de veículos. Com poucas opções de entrada e saída, muitos motoristas passaram a utilizar a via paralela à rodovia como caminho alternativo, evitando o trânsito intenso da avenida Maria Fernandes Cavallari.

A rua Edmundo da Silva Lopes é continuação da rua Hermínio Cavallari, nas proximidades dos residenciais Murano I e II, e também é utilizada por pedestres que seguem até a passarela para atravessar a rodovia com destino ao campus universitário.

“Até quando?” Essa é a pergunta feita por moradores da região. A resposta, no entanto, segue indefinida. Sem pavimentação desde 1993, a rua permanece em condições precárias há mais de 30 anos.

Motociclista utiliza calçada de pedestres para evitar as condições da rua sem pavimentação

A realidade da rua Edmundo da Silva Lopes, na zona Oeste de Marília, é marcada pela poeira constante em dias secos, cenário que moradores comparam à música “Sorte Grande (Poeira)”, de Ivete Sangalo. Sem pavimentação, a via levanta nuvens de poeira com a passagem de veículos, causando desconforto e impactando a rotina de quem vive ou circula pelo local.

Em dias de chuva, a situação se agrava. Segundo o morador Marcos da Silva, que trabalha no campus, a via se transforma em um lamaçal. “A água empoça, inclusive na faixa elevada de travessia que fizeram mesmo sem pavimentação. Fica difícil passar, é um perrengue”, relata.

Apesar do intenso uso, a vis nunca recebeu melhorias estruturais. A equipe de reportagem do jornal A Cidade esteve no local após denúncias de moradores e constatou o fluxo constante de veículos, mesmo sem condições adequadas de tráfego.

Motoristas também cobram providências. Para Augusto Souza, a pavimentação facilitaria o deslocamento. “Ajudaria muito, porque evita ter que ir até a avenida principal, onde o trânsito é pesado. Já prometeram há anos, mas até agora nada”, afirmou.

Além do tráfego de veículos, muitos trabalhadores e estudantes utilizam a via diariamente a pé. No entanto, boa parte do trecho não conta com calçadas, o que aumenta os riscos. Durante a visita, a equipe flagrou um motociclista utilizando a calçada para trafegar, evidenciando os problemas de infraestrutura e segurança no local.

Em dias de chuva, a passagem elevada vira alternativa para pedestres evitarem o barro na via sem pavimentação, na zona Oeste de Marília

FALTOU UM PEDACINHO!

E o problema não é isolado: segundo moradores, outras vias do bairro também enfrentam a mesma situação, como a avenida Dr. Ademar de Toledo, que ainda possui cerca de 300 metros sem asfalto, reforçando o cenário de infraestrutura incompleta na zona Oeste de Marília.

Segundo moradores, a cada eleição municipal surgem promessas de pavimentação das vias, mas, na prática, a situação permanece a mesma. “Sempre falam que vão asfaltar, mas nunca sai do papel”, relatam, apontando a frustração com a falta de avanços ao longo dos anos em Marília.

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