
A cidade de Marília completa 97 anos de emancipação política no dia 4 de abril e mantém viva parte de sua memória arquitetônica, apesar de possuir apenas três prédios tombados pelo Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Arqueológico, Artístico e Turístico do Estado de São Paulo (Condephaat). Os imóveis reconhecidos como bens culturais representam períodos importantes da história da cidade e retratam seu desenvolvimento urbano e econômico.
Sobrado da Dom Pedro
Entre os prédios tombados está o Sobrado da Rua Dom Pedro, localizado no nº 87. Construído em 1928, é um dos primeiros sobrados do distrito Alto Cafezal. Erguido em alvenaria, marca a transição da primeira ocupação de Marília para a urbanização iniciada na década de 1930. Para o Condephaat, o imóvel é um exemplar imponente que revela os valores e a visão de mundo da sociedade da época.
Chaminé da Matarazzo
Outro patrimônio relevante é a Chaminé da Matarazzo, remanescente do complexo das Indústrias Reunidas Francisco Matarazzo, instalado entre 1937 e 1945. A indústria, que inicialmente beneficiava algodão e arroz, chegou a empregar cerca de 400 moradores da cidade. Localizada na rua Castro Alves, nº 276, próxima à linha férrea, a chaminé é símbolo do desenvolvimento industrial que impulsionou Marília nas décadas seguintes.
Escola Senac de Marília
O terceiro imóvel tombado é o prédio da Escola Senac, projetado pelo arquiteto Correia Gonçalves. Localizado no centro da cidade, o edifício se destaca pelo mural em azulejos e mosaicos preservado na fachada, reconhecido pelo Condephaat como patrimônio artístico e cultural. A escola mantém viva a memória da educação profissional na cidade e preserva características arquitetônicas da época de sua construção.
Esses três prédios não apenas reforçam a história e a identidade de Marília, mas também destacam a importância de preservar o patrimônio arquitetônico para as futuras gerações.