
A cidade de Marília acumula uma trajetória marcada por pioneirismo e evolução no transporte rodoviário. Em 1938, quando tinha apenas nove anos de emancipação, o município inaugurou sua primeira rodoviária - considerada, à época, a primeira do Brasil.
O terminal funcionava na rua Armando Sales de Oliveira, antiga avenida Barão de Mauá, na esquina com a rua Carlos Gomes. Sua torre de formato quadrado, equipada com um relógio de duas faces, chamava a atenção de quem passava pelo local. No interior, segundo relatos históricos, o espaço contava com boxes destinados a lojas, além de posto de gasolina e agência de viagens, oferecendo serviços que atendiam diretamente aos passageiros e ao movimento do transporte rodoviário.
A construção tinha formato oval e, atualmente, o local abriga o estacionamento de uma loja comercial.
Com o crescimento da cidade, uma segunda rodoviária foi implantada entre a avenida Santo Antônio e a rua 24 de Dezembro, na região do bairro Alto Cafezal, área conhecida como “Buracão”. A estrutura funcionou entre 1979 até 2003, período em que acompanhou a expansão urbana e o aumento da demanda pelo transporte intermunicipal e interestadual.
Com a chegada dos ônibus de dois andares (double decker), a estrutura da rodoviária existente em Marília passou a apresentar limitações. O aumento no uso desses veículos por grandes companhias, especialmente nas linhas entre Marília e São Paulo, evidenciou problemas de acesso e operação. Devido à altura dos ônibus, muitos não conseguiam entrar no pátio do terminal, obrigando o embarque e desembarque a serem realizados pela rua Araraquara.
Além disso, o crescimento do fluxo de passageiros e veículos intensificou os transtornos no entorno, com impactos no trânsito das vias próximas. A situação reforçou a necessidade de uma nova estrutura mais moderna e adequada à demanda do transporte rodoviário.
A partir de 2003, Marília passou a contar com uma nova e moderna estrutura: o Terminal Rodoviário Interestadual “Comendador José Brambilla”. Localizado na avenida Carlos Artêncio, o espaço foi projetado para atender a demanda de aproximadamente 40 anos.
Com cerca de 9.500 metros quadrados de área construída, em um total de 34 mil metros quadrados, o terminal se destaca pelo formato oval e pela arquitetura diferenciada. Inspirada em uma grande nave espacial, a rodoviária recebeu o apelido popular de “chapéu mexicano”, já que, vista de longe - especialmente por quem passa pela rodovia, lembra o formato de um grande chapéu.
Além da estética, a localização estratégica, às margens da SP-294 e com acesso ao entroncamento com a BR-153, facilita a mobilidade e a integração com diversas regiões do país.