
A construção do espaço de apoio para motoboys e entregadores de aplicativo em Marília está paralisada desde o final do ano passado. O projeto, anunciado como um avanço para as condições de trabalho da categoria, começou em 2024 em uma área na esquina das ruas Sete de Setembro e 15 de Novembro, no Centro, onde antes funcionava o departamento de apoio ao trânsito da Emdurb.
A proposta previa a instalação de cobertura, banheiros, pontos de energia e até uma área de descanso para os profissionais que atuam no motofrete e em serviços de entrega. No entanto, as obras foram interrompidas, deixando apenas um canteiro cercado e sem previsão de retomada.
Enquanto isso, os trabalhadores seguem improvisando. “Quando preciso ir ao banheiro, tenho que pedir para algum comércio deixar usar”, contou um entregador ouvido pelo jornal A Cidade. Outro desabafou: “A gente fica esperando as chamadas do aplicativo em ruas ou praças, sem local para carregar o celular ou esquentar a comida”.
FROTA
O problema se agrava diante do crescimento expressivo da frota. Dados do Senatran (Secretaria Nacional de Trânsito) mostram que, nos últimos cinco anos, o número de motocicletas em Marília subiu 14,17%, saltando de 36 mil para 41 mil unidades. O total de motonetas também aumentou, passando de 9.718 para 11.801. Grande parte desses veículos é usada como ferramenta de trabalho, reflexo do avanço dos serviços de entrega na cidade.