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Motoristas, os guerreiros das estradas, enfrentam desafios diários sem o devido reconhecimento, destaca Josué Mattos

Presidente do Sindicato dos Motoristas de Marília e região analisa a categoria essencial para o progresso do Brasil

Por: Redação
25/07/2025 às 11h22 Atualizada em 01/08/2025 às 20h25
Motoristas, os guerreiros das estradas, enfrentam desafios diários sem o devido reconhecimento, destaca Josué Mattos
A atualização técnica é uma das exigências e um dos desafios dos motoristas atualmente

Em 25 de julho é celebrado o Dia do Motorista, uma data que marca o reconhecimento àqueles que, diariamente, movem o Brasil sobre rodas. No entanto, para além da homenagem simbólica, os profissionais do volante seguem enfrentando uma dura realidade nas estradas do país. A precariedade nas condições de trabalho, a ausência de pontos de parada adequados e a falta de políticas públicas que os favoreçam continuam sendo entraves constantes na vida desses trabalhadores essenciais.

De acordo com Josué Mattos, presidente do Sindicato dos Motoristas de Marília e Região, a categoria é frequentemente negligenciada, apesar de sua importância estratégica para o crescimento econômico nacional. “São os motoristas que transportam as riquezas deste país. Eles literalmente carregam o progresso nas costas”, afirmou.

Apesar disso, as condições oferecidas não condizem com o peso dessa responsabilidade. Falta infraestrutura básica, como locais seguros para descanso e alimentação, além de respaldo jurídico e social mais efetivo.

Motoristas, os guerreiros das estradas, enfrentam desafios diários sem o devido reconhecimento, destaca Josué Mattos

Enquanto o setor de transporte segue em expansão, os motoristas permanecem “à mercê das empresas” e de uma legislação que ainda não os contempla de forma adequada. Conforme o sindicato, há uma demanda urgente por novas leis estaduais e federais que ofereçam suporte real à categoria. A luta por melhores salários, jornada de trabalho digna e proteção à saúde física e mental é constante.

Até 40 dias fora de casa

A vida social dos motoristas é severamente comprometida, ponderou Josué Mattos. Muitos ficam até 40 dias longe de casa, retornando ao convívio familiar por apenas um ou dois dias. “Essa rotina impacta diretamente o bem-estar emocional e exige medidas que priorizem também a qualidade de vida fora do trabalho. Por isso, o sindicato tem atuado diariamente para ampliar a visibilidade dessas questões e cobrar ações concretas de governos e empresas”, considerou o presidente.

Além das dificuldades já enfrentadas, os motoristas ainda precisam acompanhar as rápidas transformações tecnológicas do setor. A qualificação profissional tornou-se indispensável para garantir melhores oportunidades no mercado e alcançar remunerações mais justas. A atualização técnica, especialmente com a chegada de novos modelos de caminhões e veículos, é hoje uma exigência, e não apenas um diferencial.

“Neste 25 de julho, mais do que uma comemoração, a data serve como um alerta para que a sociedade, os gestores públicos e o setor privado reconheçam de forma efetiva o papel desses trabalhadores. O Brasil precisa enxergar seus motoristas não apenas como peças de um sistema logístico, mas como seres humanos que merecem dignidade, segurança e valorização”, concluiu Josué Mattos.

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