
O número de motocicletas em circulação nas ruas de Garça aumentou significativamente nas últimas duas décadas.
Entre 2005 e 2025, a frota de veículos de duas rodas passou de 7.611 para 8.842, um crescimento de 16,17%, segundo dados da Secretaria Nacional de Trânsito (Senatran). A tendência acompanha mudanças no perfil da mobilidade urbana e nas condições econômicas da população.
Com custo mais acessível do que automóveis e maior agilidade no trânsito, as motos se tornaram uma alternativa atrativa.
O cenário foi impulsionado especialmente a partir de 2020, com os reflexos econômicos da pandemia de Covid-19 e a alta demanda por entregas rápidas.
Muitos trabalhadores viram na motocicleta uma forma de gerar renda como entregadores de aplicativos ou prestadores de serviços.
Esse aumento também aqueceu setores relacionados, como oficinas mecânicas e lojas de autopeças. Em Garça, a frota total de veículos também cresceu: passou de 29.704 para 33.619 em vinte anos, uma elevação de 13%.
Apesar de positiva sob o ponto de vista da mobilidade e da economia, a expansão da frota de motos levanta um alerta importante: o da segurança viária. Dados do Sistema de Informações Gerenciais de Acidentes de Trânsito do Estado de São Paulo (Infosiga-SP) mostram que motociclistas ainda figuram entre as principais vítimas de acidentes de trânsito, mesmo representando uma parcela menor da frota.
Em 2020, foram registradas duas mortes em acidentes com motos em Garça. Em 2021 e 2022, o número subiu para três por ano. Já em 2024, houve uma redução, com apenas um óbito, e até maio de 2025, outra morte foi registrada. Os dados incluem ocorrências tanto nas vias urbanas quanto nas rodovias que cortam o município.
O desafio agora é garantir que o crescimento da frota não venha acompanhado de aumento nos acidentes. A adoção de políticas públicas voltadas à educação no trânsito, fiscalização efetiva e infraestrutura segura se torna essencial para preservar vidas e organizar o fluxo cada vez mais intenso nas ruas da cidade.