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Em 96 anos, Marília possui apenas 3 edifícios tombados pelo patrimônio cultural do Estado

Sobrado da rua Dom Pedro, complexo da antiga Matarazzo e prédio da escola Senac estão entre os locais preservados pelo órgão Condephaat

Por: Redação
04/04/2025 às 11h01 Atualizada em 06/04/2025 às 01h08
Em 96 anos, Marília possui apenas 3 edifícios tombados pelo patrimônio cultural do Estado
Sobrado da Dom Pedro: único exemplar das primeiras edificações

Com mais de 100 anos de construções civis, já que as primeiras edificações teriam ocorrido na cidade entre 1919 e 1920, quando iniciaram as primeiras povoações nos terrenos que viriam a dar origem aos distritos Alto Cafezal, Barbosa e Marília, o Município que chega neste dia 4 de abril ao 96º aniversário de emancipação política com apenas 3 prédios tombados pelo acervo arquitetônico e histórico do Estado de São Paulo. São reconhecidos como bem cultural e que retratam uma época pelo Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Arqueológico, Artístico e Turístico do Estado de São Paulo, órgão que administra a memória material do Estado conhecido pela sigla Condephaat os seguintes prédios: sobrado da rua Dom Pedro, complexo das antigas indústrias reunidas Matarazzo e a escola Senac.

 O tombamento arquitetônico no complexo das antigas indústrias Matarazzo, no bairro São Miguel, envolve somente a chaminé. Já no prédio que abriga a Senac de Marília teve projeto arquitetônico de Correia Gonçalves unidade do Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (Senac) o Condephaat imortalizou o mural do prédio, que é em azulejo em mosaicos.

Sobrado da Dom Pedro

 Localizada na rua Dom Pedro, nº 87. Posicionada nos primeiros arruados de Marília, o imóvel da rua Dom Pedro teve sua construção concluída em 1928, sendo um dos primeiros sobrados do distrito Alto Cafezal.

“Edificada em alvenaria, no que se tornou o centro comercial da cidade, a casa marca a divisão entre a primeira ocupação de Marília, e a urbanização a partir de 1930. Este é o único exemplar de casa em alvenaria do período do Alto Cafezal ainda existente. De tudo isso resultou um exemplar imponente, significativo para o Estado, uma vez que cristaliza em seu ecletismo tardio um momento de marcha para o Oeste, revelando os valores e visões de mundo de uma sociedade em formação”, observou o Condephaat.

Antiga indústria Matarazzo: exemplo da força produtiva da cidade

 Chaminé da Matarazzo 

Marília deve em parte o seu desenvolvimento à instalação do complexo das Indústrias Reunidas Francisco Matarazzo  (IRFM), iniciada em 1937 e concluída em 1945. Destinava-se ao beneficiamento do algodão e arroz. Aos poucos foi diversificando as suas atividades, passando, por exemplo, em 1939, a extrair o óleo da semente de algodão. Neste período já empregava cerca de 400 funcionários, moradores da cidade.

Localizada na área central, na rua Castro Alves, n.o 276, próxima à linha férrea, chegou a possuir um acesso particular, ligando a indústria à ferrovia, para a carga e descarga dos seus produtos. Em 1975, a indústria Matarazzo foi completamente desativada e as edificações, parcialmente demolidas.

Senac de Marília teve projeto arquitetônico de Correia Gonçalves

 Escola Senac de Marília

Inaugurado em 12 de abril de 1958, o edifício projetado pelo arquiteto Oswaldo Correia Gonçalves é exemplar representativo da arquitetura moderna paulista, baseada nos princípios do funcionalismo e racionalismo de Le Corbusier.

Localizada na rua Nelson Spielmann, esquina com a rua Paraíba, ocupando uma área útil de 646 metros quadrados, distribuídos em dois pavimentos, destina-se o térreo ao Centro Social do Sesc e, o superior, à Escola Senac. Destacam-se na edificação, além da cobertura de laje plana, sem telhado, a movimentação dos espaços com a criação de pátios e jardins, os apliques e detalhes originais, revestimentos de pastilhas e ladrilhos hidráulicos e a caixilharia, todos característicos da nova maneira de projetar.

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