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Só 1% da população de Marília vive na zona rural

Transformação da ocupação territorial é monitorada pela Fundação Seade e mostra que 98,9% das famílias vivem na área urbana da Cidade Símbolo de Amor e Liberdade

Por: Redação
03/04/2025 às 17h53 Atualizada em 06/04/2025 às 01h06
Só 1% da população de Marília vive na zona rural
Foto: Cristiano Gonçalves

A ocupação em Marília mudou radicalmente em 96 anos de história e seguiu a tendência dos demais centros populacionais do Brasil. Levantamento da Fundação Seade mostra que apenas 1% das famílias vivem hoje na zona rural da Cidade Símbolo de Amor e Liberdade.

Mas no passado, quando iniciaram a formação da cidade, majoritariamente, as famílias viviam na zona rural. Tanto que, anos depois de 1929 - data da emancipação de Marília - já na década de 1970, as principais doenças relatadas pela literatura médica mariliense eram de casos surgidos da época rural, como a chamada doença de Chagas. Esta doença era transmitida por um besouro, o ‘barbeiro’, muito comum no campo.

Recente levantamento da Fundação Seade com base nos dados dos últimos Censos do IBGE de 2010 e 2022 mostram que a população do estado de São Paulo ficou mais urbana.

Do total de 44.411.238 de habitantes em 2022 em todo o Estado de São Paulo, 42.997.899 viviam na região urbana (96,8%) e 1.413.339 (3,2%) no meio rural. Em comparação com 2010, houve crescimento de 3.187.555 habitantes no total, com aumento de 3.449.693 entre a população urbana e queda de 262.138 na rural. A proporção da população urbana era de 95,9% para 4,1% na rural em 2010. Assim, o grau de urbanização cresceu 0,9 ponto porcentual em 12 anos.

A região de Marília seguiu a mesma tendência e hoje menos de 6% da população na soma regional das 62 cidades desta área administrativa, estão em fazendas, sítios, propriedades rurais, patrimônios e distritos.

Enquanto isso, mais de 94% optaram por viver nas casas da cidade. Em Marília, 98,9% da população mora nos bairros urbanos, enquanto 1,1% nas propriedades rurais e nos distritos rurais, como Dirceu, Amadeu Amaral ou Lácio. Padre Nóbrega e Lácio, por sinal, já estão totalmente urbanizados e nem mais possuem as antigas características – ou denominações - de patrimônios ou distritos rurais de outrora.

As regiões administrativas de Registro (3,7 p.p), Sorocaba (3,2 p.p.) e São José do Rio Preto (2,8 p.p.) tiveram o maior crescimento no grau de urbanização entre 2010 e 2022. Por outro lado, a Região Metropolitana teve o menor crescimento (0,3 p.p.). No Estado existem municípios como Águas de São Pedro, Osasco, Diadema ou Barueri, onde 100% da população vive nas cidades, reservando às poucas propriedades rurais no campo apenas estadias de lazer ou de veraneio. A Região Administrativa de Santos, por exemplo, concentra 99% da sua população nas cidades.

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