
Marília registrou sete mortes por meningite entre janeiro e 24 de outubro de 2026. No mesmo período, foram confirmados 22 casos da doença, um a mais que os 21 registrados nos mesmos meses de 2025. No ano passado, houve um óbito no intervalo.
De acordo com os dados informados pela Vigilância Epidemiológica, duas das mortes deste ano foram associadas à meningite bacteriana e cinco à forma viral. A diferença entre os números de casos e de óbitos chama a atenção para a gravidade da doença e a importância do diagnóstico rápido.
A meningite provoca inflamação das meninges, membranas que protegem o cérebro e a medula espinhal. Entre as possíveis causas estão bactérias, vírus, fungos e outros agentes infecciosos. A transmissão depende do microrganismo responsável.
Algumas formas são transmitidas pelo contato próximo com pessoas infectadas, por meio de gotículas e secreções respiratórias. De- terminadas meningites virais também podem estar relacionadas ao consumo de água ou alimentos contaminados.
Veja os sintomas
Febre, dor de cabeça, náuseas, vômitos, mal-estar, irritabilidade e rigidez na nuca estão entre os sintomas mais comuns. A doença também pode provocar convulsões, sensibilidade à luz e manchas vermelhas ou arroxeadas na pele.
Em bebês, os sinais podem ser mais difíceis de identificar. Irritabilidade, vômitos, dificuldade para se alimentar, pouca resposta a estímulos e moleira abaulada são manifestações que exigem atenção.
Diante de sintomas suspeitos, é fundamental procurar atendi- mento médico imediatamente. Algumas formas de meningite podem evoluir rapidamente e causar complicações graves.
Imunização ajuda a prevenir a doença
A vacinação é a principal medida de prevenção contra os tipos de meningite para os quais existem imunizantes. O Sistema Único de Saúde (SUS) oferece vacinas meningocócicas, pneumocócicas e a BCG, que protege contra formas graves da tuberculose, incluindo a meningite tuberculosa.
A vacina meningocócica C é aplicada aos 3 e 5 meses de idade, com reforço aos 12 meses. A meningocócica ACWY é indicada para adolescentes de 11 a 14 anos, conforme o calendário nacional de vacinação.
Além de manter a vacinação em dia, medidas como lavar as mãos frequentemente, higienizar os alimentos e manter os ambientes limpos e ventilados contribuem para reduzir o risco de algumas infecções.
Registros dos últimos anos
Os dados históricos mostram que Marília registra casos e mortes por meningite anualmente. Em 2025, foram 26 casos e um óbito. Em 2024, o município contabilizou 35 casos e duas mortes; em 2023, foram 33 casos e três óbitos. Já em 2022, houve 35 casos e quatro mortes. Em 2021, foram registrados 18 casos, sem óbitos.