
Marília acumulou 419 novos empregos com carteira assinada entre janeiro e agosto de 2026, segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgados pelo Ministério do Trabalho e Emprego. O resultado é 74,99% inferior ao registrado no mesmo período de 2025, quando o município havia criado 1.675 postos de trabalho.
Nos oito primeiros meses deste ano, foram contabilizadas 26.592 admissões e 26.173 desligamentos, resultando no saldo positivo de 419 vagas.
Apesar do ritmo menor em relação ao ano passado, agosto apresentou resultado positivo. O município fechou o mês com 114 novos postos, resultado de 3.341 contratações e 3.227 demissões.
Serviços e Construção
O setor de serviços liderou a abertura de vagas em agosto, com saldo positivo de 85 empregos. A construção civil veio logo atrás, com 76 postos, enquanto a agropecuária registrou saldo de 19 vagas. Na outra ponta, o comércio fechou 56 postos de trabalho e a indústria apresentou saldo negativo de 10 vagas.
Cinco meses no azul
Agosto foi o quinto mês de 2026 com saldo positivo de empregos em Marília. O maior resultado do ano foi registrado em fevereiro, com 386 vagas, seguido por janeiro, com 249. Em março, foram abertas 98 vagas; maio teve saldo de 91; e agosto, 114.
Mesmo com cinco meses apresentando saldo positivo, os resultados negativos registrados em outros períodos reduziram o desempenho acumulado do município para 419 novos postos até agosto.
Quem ocupa as vagas
O saldo de agosto foi concentrado principalmente entre os homens, que tiveram 121 novos postos de trabalho.
A faixa etária de 30 a 39 anos apresentou saldo de 49 vagas, sendo o grupo com maior resultado no mês.
Entre os níveis de escolaridade, trabalhadores com ensino superior completo registraram saldo positivo de 60 empregos.
Tempo de permanência
Os dados do Ministério do Trabalho também mostram diferenças na duração média dos vínculos formais entre os setores.
A indústria apresenta a maior média de permanência, com 23,1 meses. O comércio aparece em seguida, com 22 meses, e os serviços registram média de 17,7 meses. Na construção, o vínculo médio é de 10,5 meses, enquanto a agropecuária apresenta a menor média, de 10,2 meses.