
Os acidentes envolvendo animais peçonhentos apresentaram crescimento em Marília nos cinco primeiros meses de 2026. De acordo com dados da Vigilância Epidemiológica, foram registrados 184 casos entre janeiro e maio, contra 170 ocorrências no mesmo período do ano passado, um aumento de 8,24%.
Entre os fatores que podem contribuir para o crescimento dos registros estão o avanço do desmatamento, as queimadas e o descarte inadequado de lixo em terrenos baldios e galerias pluviais.
Essas condições favorecem a presença de animais que servem de alimento para escorpiões, aranhas e serpentes, atraindo-os para áreas urbanas.
Com a redução de seus habitats naturais, esses animais passam a buscar abrigo em locais com mato alto, entulho e resíduos acumulados, aumentando o risco de contato com a população. Animais peçonhentos são aqueles capazes de produzir e injetar veneno por meio de ferrões ou presas.
Os escorpiões continuam liderando as estatísticas de acidentes na cidade. Entre janeiro e maio de 2026 foram registrados 124 casos envolvendo o animal, contra 118 ocorrências no mesmo período de 2025.
Os acidentes com aranhas somaram 22 registros neste ano, ante 24 no ano passado. Já os casos envolvendo serpentes permaneceram estáveis, com quatro ocorrências em cada período analisado.
Além disso, a Vigilância Epidemiológica contabilizou 34 acidentes provocados por animais peçonhentos cuja espécie não foi identificada. Em 2025, a categoria “outros animais” registrou 24 ocorrências.
Apesar do aumento no número de casos, não houve registro de mortes relacionadas a acidentes com animais peçonhentos em nenhum dos períodos analisados.
As autoridades de saúde orientam que, em caso de acidente, a vítima procure imediatamente uma unidade de saúde para avaliação e tratamento adequado.
Também é recomendado não utilizar medicamentos, substâncias caseiras ou procedimentos sem orientação médica.
Entre as medidas preventivas estão manter quintais limpos, evitar o acúmulo de lixo e entulho, vedar frestas, ralos e soleiras, além de verificar roupas e calçados antes do uso. No caso de atividades em áreas com vegetação, o uso de botas e equipamentos de proteção pode reduzir significativamente o risco de acidentes.