
O antigo pátio ferroviário, na região central de Marília, voltou a ser motivo de preocupação para comerciantes e trabalhadores. Com o espaço totalmente aberto, empresários da região afirmam que a presença constante de usuários de drogas tem aumentado a sensação de insegurança e afastado clientes, principalmente no período da noite.
Segundo comerciantes ouvidos pela reportagem, que pediram para não ser identificados, o consumo de drogas, como crack e maconha, ocorre diariamente em diferentes horários. Eles relatam que pessoas permanecem no interior da área durante todo o dia e que a situação se agrava após o anoitecer, quando a falta de iluminação facilita a permanência de usuários.
O local possui acesso livre pela Avenida Brasil e pela Rua Paraná. Apenas a entrada pela Rua 9 de Julho recebeu tapumes. A facilidade de acesso, segundo os comerciantes, contribui para a ocupação do espaço e aumenta o sentimento de insegurança entre quem trabalha ou circula pela região.
A área é utilizada diariamente por centenas de pedestres que seguem em direção ao Terminal Urbano, além de estudantes, trabalhadores e clientes do comércio. Nas proximidades também funcionam escolas, igrejas, empresas e o Restaurante Popular Bom Prato, que movimentam grande fluxo de pessoas ao longo do dia.
Para os comerciantes, a solução passa pelo fechamento completo do antigo pátio ferroviário, com a instalação de tapumes em todos os acessos, impedindo a entrada de pessoas. Eles também defendem o reforço do policiamento e sugerem a implantação de uma base da Polícia Militar na antiga estação ferroviária para ampliar a segurança na região central.
O espaço ficou desocupado no início de fevereiro, após a retirada dos boxes dos camelôs instalados no local durante uma ação de reintegração de posse movida pela concessionária Rumo Logística. Desde então, conforme relatos dos comerciantes, nenhuma medida efetiva foi adotada para impedir a ocupação da área.
Durante visita da reportagem, foi possível constatar que o acesso pela Rua Paraná permanece aberto e que o interior do antigo pátio não possui iluminação. À noite, pessoas continuam circulando e permanecendo no local.
"Retiraram os camelôs rapidamente, mas o espaço ficou abandonado. O que pedimos agora é segurança para quem trabalha e passa por aqui todos os dias", resumiu um comerciante da região.