
A corrida eleitoral de 2026 já começou em Marília - e muito antes do período oficial de campanha. Nos bastidores da política, articulações avançam, alianças são costuradas e nomes começam a ganhar força na disputa por vagas na Assembleia Legislativa e na Câmara dos Deputados.
O principal desafio do município é conhecido: transformar seu peso eleitoral em representatividade política. Desde 2013, Marília não consegue eleger um deputado federal, apesar de contar com um dos maiores eleitorados do interior paulista.
Com 169.351 eleitores aptos a votar, segundo dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a cidade reúne força suficiente para eleger ao menos um representante em Brasília. No entanto, a pulverização de votos - fenômeno recorrente em eleições anteriores - tem enfraquecido a competitividade dos candidatos locais.
Na disputa por uma vaga na Assembleia Legislativa, pelo menos três nomes já aparecem como pré-candidatos. A deputada estadual Dani Alonso (PL) deve buscar a reeleição. Também se articulam o ex-prefeito e ex-deputado Abelardo Camarinha (Pode) e o atual vice-prefeito Rogerinho (PP), que surge como uma das apostas do grupo político que governa a cidade.
Já na corrida para a Câmara Federal, o cenário também começa a se desenhar. O empresário Garcia da Hadassa (Republicanos), que foi candidato a prefeito em 2024 e obteve 18.625 votos, articula uma nova candidatura, agora em âmbito federal.
Outro nome de peso é o do comunicador Juliano da Campestre (PRD), que foi o candidato a deputado federal mais votado da cidade nas eleições de 2022, com 11.023 votos. A expectativa é que ele volte às urnas em 2026.
Também deve tentar retorno à Câmara o ex-deputado federal Walter Ihoshi (PSD), que ficou entre os mais votados no município na última eleição, apesar de ter registrado queda em sua votação local.
Além dos nomes já conhecidos, o número de candidatos tende a crescer com a entrada de partidos menores. Atualmente, o Brasil possui 30 siglas registradas no Tribunal Superior Eleitoral, o que amplia ainda mais a disputa.
Com um eleitorado majoritariamente feminino, faixa etária concentrada entre 30 e 39 anos, com mais de 30 mil eleitores e mais de 29 mil eleitores entre 50 e 59 anos, Marília entra no calendário eleitoral de 2026 com um perfil decisivo e estratégico.
A pergunta que fica é: a cidade conseguirá, finalmente, transformar seu tamanho político em força nas urnas e voltar a ter voz no Congresso Nacional?