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Regimento Interno das escolas cívico-militares é rígido e alunos não podem nem namorar

Em Marília uma única escola estadual foi selecionada para o modelo cívico-militar

Por: Redação
15/05/2025 às 19h12 Atualizada em 23/05/2025 às 18h27
Regimento Interno das escolas cívico-militares é rígido e alunos não podem nem namorar
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

O modelo de escolas cívico militares, que vem sendo requisitado por parcela significativa da sociedade paulista, possui um regimento interno experimental que estabelece regras rígidas para alunos e alunas.

O regimento, elaborado pela Secretaria de Estado da Educação do Governo do Estado de São Paulo, define normas de conduta, trajes e comportamento dentro e fora do ambiente escolar.

O regimento interno das escolas cívico-militares determina que o uso de uniforme completo é obrigatório em todas as atividades escolares, incluindo aulas, eventos e cerimônias.

Os alunos devem manter o uniforme limpo, bem conservado e utilizá-lo de forma padronizada, sem alterações ou customizações. Além disso, o regimento exige que os estudantes mantenham uma postura respeitosa em todas as interações, dirigindo-se a professores, funcionários e colegas de forma cortês e educada. É esperado que os alunos demonstrem disciplina, respeito e obediência às normas e aos horários estabelecidos pela escola.

No que se refere à higiene pessoal, o regimento estabelece que os alunos devem manter a higiene corporal diária, incluindo banho, escovação de dentes e cuidados com as unhas e cabelos. Os cortes de cabelo devem seguir padrões específicos: para as alunas, é exigido que os cabelos estejam sempre presos, de forma organizada, utilizando coques, tranças ou rabos de cavalo. O uso de acessórios como tiaras, arcos e presilhas deve ser discreto.

Para os alunos, não é permitido o uso de cabelos longos, e é proibido o uso de bigode, cavanhaque ou barba. O regimento também veta o uso de bonés, toucas, piercings e tatuagens visíveis.

O regimento interno proíbe expressamente manifestações de namoro, paquera ou situações similares nas dependências da escola ou em suas imediações. Essa proibição se estende a qualquer comportamento que possa ser interpretado como intimidade ou afeto romântico, como abraços, beijos e troca de carícias. O objetivo dessa regra é manter o foco no ambiente educacional e evitar situações que possam gerar desconforto ou distrair os demais alunos. Além disso, o documento aborda questões relacionadas ao bullying e ao cyberbullying, com o objetivo de prevenir e coibir essas práticas.

O regimento define bullying como qualquer forma de violência física ou psicológica, intencional e repetitiva, que ocorre entre alunos, e cyberbullying como a prática de bullying por meio de tecnologias digitais, como redes sociais, mensagens de texto e e-mails.

A escola se compromete a promover um ambiente seguro e acolhedor, onde todos os alunos se sintam protegidos e respeitados.

Em Marília, a escola estadual Professor Benito Martinelli foi selecionada para se adequar ao modelo cívico-militar, com previsão de início das atividades no próximo semestre de 2026. Atualmente, em todo o território brasileiro existem quase mil escolas cívico-militares (947 exatamente, conforme dados obtidos em outubro do ano passado).

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