Centenas de fiéis se reuniram na noite de ontem, dia 21, na Catedral Basílica Menor de São Bento Abade, em Marília, para a missa em sufrágio do Papa Francisco. A cerimônia foi presidida pelo bispo diocesano Dom Luiz Antônio Cipolini, o primeiro bispo nomeado pelo Papa Francisco, e concelebrada por diversos padres das paróquias da cidade de Marília.
Com transmissão pelas mídias sociais, a celebração foi acompanhada por um grande número de pessoas de toda a Diocese e de várias partes do Brasil.
Em sua homilia, Dom Luiz Antônio relembrou com carinho os encontros que teve com o Papa Francisco e destacou a importância das orações neste momento de sua partida para a Casa do Pai:
“Nós perdemos um pai, o pai na nossa fé. O Papa Francisco, durante as visitas dos bispos, sempre nos pedia que rezássemos por ele, e agora é o momento em que mais devemos rezar pelo Papa.
Queridos irmãos e irmãs, diante da morte do Papa Francisco, quero motivar todo o povo de Deus a unir-se em fervorosa prece pelo descanso eterno do sucessor de Pedro: pastor fiel, profeta corajoso, referência mundial em favor da paz, incansável servidor de Jesus Cristo.”
O bispo diocesano também citou um trecho do testamento deixado pelo Papa Francisco e ressaltou sua luta pela paz no mundo, além de seu legado de amor, inclusão e ternura:
“Ontem o Papa Francisco celebrou a Páscoa entre nós; hoje, fez a sua Páscoa. Deixou-nos a proximidade, a compaixão e a ternura como herança de seu pontificado.
Na sua última mensagem na Praça de São Pedro, ele disse, por meio do leitor: ‘Não é possível haver paz sem um verdadeiro desarmamento.’
Em seu testamento, divulgado pelo Vaticano, está escrito: ‘O sofrimento que esteve presente na parte final da minha vida ofereci ao Senhor pela paz no mundo e pela fraternidade entre os povos.’
O Papa Francisco foi, talvez, a única autoridade mundial a pedir insistentemente pela paz.”
“O Papa Francisco nos ensinou a amar com gestos, não apenas com palavras. Ele nos lembrou que a fé não exclui, mas acolhe.
O Papa Francisco partiu para Deus, mas o amor que deixou permanece em nossos corações — e queira Deus que também permaneça no futuro da nossa Igreja Católica.”