A situação do leito carroçável da avenida Jóquei Clube - que na verdade, consiste no trecho urbano da rodovia federal BR-153, a Transbrasiliana - na zona Sul de Marília vem preocupando motoentregadores, moradores daquela região da cidade - que entrecorta bairros como o Jóquei Clube, Vista Alegre, Jardim Esplanada e Jardim Vitória – e também os trabalhadores e trabalhadoras dos estabelecimentos às margens.
Ondulações no asfalto, provavelmente provocadas pelo excesso de carretas e caminhões pesados que, diuturnamente passam pelo trecho, já causou acidentes e até quedas de motoqueiros, conforme relataram motoristas ouvidos pela reportagem do Jornal A Cidade. “Realmente é perigoso, inclusive já sofri até mesmo um atropelamento por este trecho”, revelou o motoentregador Lucas de Paula, que há mais de 7 anos trabalha com entregas de marmitex e pizza.
Lucas contou que o atropelamento dele aconteceu em trecho à frente, ainda quando havia radar que controlava a velocidade. O acidente lhe causou ferimentos.
“Passo pela BR-153 de 5 a 10 vezes no mesmo dia, e até já houve uma recuperação que fizeram na pista, mas, não leva muito tempo, as ondulações começam a reaparecer. O problema é crônico, pelo jeito”. O motoentregador, que revelou não ter aderido ao movimento grevista realizado no começo da semana por entregadores de aplicativos, vem desenvolvendo trabalho para restaurantes e lanchonetes de modo fixo e precisa circular por aquela região da cidade diariamente. “Está compensando mais trabalhar com estabelecimentos fixos, do que com os aplicativos. No aplicativo há concorrência demais”, disse o entregador.
Sem iluminação
Se não bastasse a irregularidade do leito carroçável, a falta de iluminação é outro problema constante no trecho urbano da BR-153. Uma trabalhadora de um dos estabelecimentos dispostos à margem da avenida Jóquei Clube, Tatiane dos Santos, comentou que entra no serviço bem cedo, pouco depois das 5h30, e do trecho da aparas de papel as luzes dos postes estão queimadas.
“Além disso, quando chove, as muitas ondulações não deixam a água escorrer, formando grandes poças. É um transtorno frequente”, comentou a trabalhadora.