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Rua vira lixão a céu aberto e revolta moradores em Marília

Com número de casos de dengue subindo semanalmente, população ainda insiste em descarte irregular de lixo

Por: Redação
23/03/2025 às 19h24 Atualizada em 29/03/2025 às 07h03
Rua vira lixão a céu aberto e revolta moradores em Marília
Lixo doméstico, galhos e sofás abandonados na Avenida Guiomar Novais, agravando a situação do descarte irregular na região

O descarte irregular de lixo, no Jardim Santa Antonieta, tem se tornado um problema recorrente, especialmente no trecho entre a rua Irene das Graças de Oliveira e a Avenida Guiomar Novais. Apesar das placas de alerta instaladas pela Prefeitura de Marília, que informam sobre a proibição do ato e as possíveis multas, os moradores relatam que a prática continua.

O local é ultilizado para descarte irregular de diversos tipos de resíduos, como embalagens plásticas, papelão, entulhos, podas de árvores e garrafas de vidro. Um morador da região, que preferiu não se identificar, afirmou que a situação piora especialmente após os finais de semana. “Quando chega segunda-feira, pode passar aqui, que vai ter muito lixo, com certeza. O que mais colocam aí é entulho. Tem essas placas aí, mas é como se não existissem”, destacou.

A poucos metros dali, no ponto de encontro das ruas Irene das Graças de Oliveira e Odorico Alves Nogueira, é possível observar a maior concentração de lixo, composta, em sua maioria, por garrafas de vidro. O local, muito utilizado por jovens para partidas de futebol em um campinho improvisado, também tem sido alvo constante de descarte irregular.

Vidros e potes acumulando água parada na rua Irene das Graças de Oliveira, criando foco para a proliferação do mosquito da dengue

Carlos Henrique, morador do bairro, reclama da persistência do problema, apesar da limpeza periódica feita pela Prefeitura. “A prefeitura limpa quase todo mês, mas todo dia o pessoal vem jogar lixo aqui galhos de árvores, lixo doméstico, móveis velhos. A prefeitura deveria começar a multar quem emporcalha o bairro”, disse.

Segundo dados recentes do Nies (Núcleo de Informações Estratégicas da Saúde), Marília já soma 4.256 casos de doenças transmitidas pelo mosquito Aedes aegypti, com 7.740 casos ainda em investigação e cinco mortes registradas em 2025. O descarte inadequado de lixo pode ser um fator agravante para a proliferação do mosquito, evidenciando ainda mais a urgência de uma ação eficaz para combater o problema do lixo e suas consequências.

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