Garça registrou superávit de US$ 8,8 milhões na balança comercial nos nove primeiros meses de 2026. De janeiro a setembro, as empresas do município exportaram US$ 13,8 milhões, enquanto as importações somaram US$ 5 milhões. Os dados são do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC).
Mesmo com o saldo positivo, o valor das exportações ficou 47% abaixo do registrado no mesmo intervalo de 2025. No ranking dos municípios exportadores, Garça aparece na 231ª posição em São Paulo e na 921ª colocação no país.
A soma das operações de exportação e importação, conhecida como corrente de comércio, alcançou US$ 18,8 milhões no período analisado.
Países vizinhos concentram vendas
A Argentina foi o principal destino dos produtos de Garça, respondendo por 24,6% das exportações, com US$ 3,4 milhões.
O Paraguai ficou em segundo lugar, com 20,3% e US$ 2,8 milhões. Na sequência aparecem Uruguai, com 12,5% e US$ 1,7 milhão; México, com 11,8% e US$ 1,6 milhão; e Estados Unidos, com 8% e US$ 1,1 milhão.
Os dados evidenciam a participação expressiva dos mercados latino-americanos nas vendas internacionais realizadas pelo município.
Setor de máquinas lidera
As máquinas e os aparelhos mecânicos com função própria representaram a maior parcela das exportações de Garça. O segmento respondeu por 71,3% do total, movimentando US$ 9,8 milhões entre janeiro e setembro.
O café, incluindo as versões torrada, descafeinada e seus sucedâneos, ocupou a segunda posição, com participação de 8,6% e cerca de US$ 1,1 milhão em vendas.
Com exportações superiores às importações, Garça manteve a balança comercial no azul em 2026. Entretanto, a redução do valor exportado em relação ao ano anterior indica um cenário de menor volume financeiro nas vendas internacionais do município.