Os eleitores voltam às urnas neste domingo (25) para escolher o próximo presidente da República. Na microrregião de Marília, 267.324 eleitores estão aptos a votar no segundo turno das eleições de 2026, em uma disputa que também coloca em evidência as demandas de infraestrutura e mobilidade da região.
No primeiro turno, Flávio Bolsonaro (PL), filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, recebeu 127.342 votos nas 14 cidades da microrregião. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que busca um novo mandato, obteve 52.867 votos, segundo dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
A votação será realizada das 8h às 17h, pelo horário de Brasília. Quem não votou no primeiro turno poderá participar normalmente do segundo, desde que esteja apto a votar.
Independentemente do resultado das urnas, o próximo governo federal terá pela frente demandas antigas da região, principalmente relacionadas às rodovias e à infraestrutura ferroviária.
BR-153 na lista de prioridades
A duplicação da Rodovia Transbrasiliana (BR-153) está entre as reivindicações de motoristas, trabalhadores, estudantes e moradores que utilizam a estrada. Os trechos entre Marília e Ourinhos e entre Marília e Lins concentram deslocamentos regionais e transporte de cargas, tornando a melhoria da infraestrutura uma demanda importante para a segurança e a mobilidade.
A expectativa é que o próximo governo avance nas discussões e nos investimentos necessários para viabilizar a duplicação, considerada estratégica para a ligação entre municípios e o desenvolvimento econômico regional.
Contorno rodoviário
Outra demanda histórica de Marília é a implantação do contorno rodoviário associado à BR-153. Anunciado há mais de uma década, o projeto busca oferecer uma alternativa aos veículos que cruzam a região, reduzindo a necessidade de passagem pelo perímetro urbano.
A obra é apontada como importante para organizar o tráfego, melhorar a circulação e diminuir conflitos entre o movimento rodoviário e o trânsito local. Sua concretização depende de definições técnicas, recursos e decisões dos órgãos responsáveis.
Futuro da ferrovia
A situação da malha ferroviária também está entre os desafios regionais. Os trilhos atravessam Marília e outros municípios, mas o transporte ferroviário foi desativado na região em 2009.
Desde então, o crescimento das cidades e a ocupação das áreas próximas à linha férrea ampliaram o debate sobre o uso desse espaço. Em Marília, administrações municipais chegaram a discutir projetos para retirar os trilhos da área urbana, uma alternativa que exigiria investimentos elevados e planejamento.
A retomada dos trens ou a reorganização da estrutura ferroviária depende de estudos, recursos e articulação entre os governos federal, estadual e municipal.
As três pautas representam demandas que ultrapassam o período eleitoral. Para Marília e os municípios vizinhos, a expectativa é que o próximo presidente transforme projetos e reivindicações antigas em medidas concretas, com investimentos capazes de melhorar a mobilidade, a segurança e a integração regional.