Nas eleições gerais de 2022, 64.939 eleitores deixaram de votar no primeiro turno nas 14 cidades da microrregião de Marília. O número representa 23,12% do eleitorado, formado na época por 280.909 pessoas. Ao todo, 215.970 eleitores compareceram às urnas, o equivalente a 76,88% do total.
Na prática, quase um em cada quatro eleitores não participou da votação. A taxa de abstenção apresentou diferenças significativas entre os municípios, variando de 17,93% em Vera Cruz a 25,32% em Garça.
Marília, maior colégio eleitoral da microrregião, registrou 23,28% de abstenção no primeiro turno. Em Pompéia, terceira cidade da região em número de eleitores, o índice ficou em 21,84%.
Entre os demais municípios, a abstenção foi de 23,76% em Alvinlândia, 20,50% em Júlio Mesquita, 23,93% em Echaporã, 22,80% em Lupércio, 23,13% em Oscar Bressane, 24,41% em Guaimbê, 18,43% em Ocauçu, 21,89% em Quintana e 24,97% em Álvaro de Carvalho.
Com milhares de eleitores fora das urnas nas últimas eleições, a participação do eleitorado regional volta ao centro do debate no domingo (4). A mobilização das campanhas entra na reta final em busca dos votos que podem definir a escolha dos representantes da região para a Assembleia Legislativa de São Paulo e a Câmara dos Deputados. O comparecimento às urnas será um dos fatores que marcarão o resultado da disputa e a definição da representação política regional.
Títulos cancelados
A ausência às urnas em três eleições consecutivas resultou no cancelamento de milhares de títulos eleitorais na microrregião de Marília. Considerando 14 municípios, o levantamento aponta 9.628 eleitores com voto obrigatório que não compareceram aos três últimos turnos considerados pela Justiça Eleitoral.
Desse total, 9.098 títulos foram cancelados, o equivalente a 94,5% dos eleitores faltosos.
Marília concentra a maior quantidade de eleitores nessa situação. Nos três últimos turnos, 6.187 eleitores deixaram de comparecer às urnas. Desse grupo, aproximadamente 6,1 mil tiveram o título cancelado.
Garça aparece na sequência, com 1.303 eleitores faltosos. O município teve cerca de 1,2 mil títulos cancelados.
Como funciona
No Brasil, o voto é obrigatório para eleitores entre 18 e 70 anos, ressalvadas as situações previstas na legislação. Para jovens de 16 e 17 anos, maiores de 70 e pessoas analfabetas, o voto é facultativo.
Fique sabendo
Quem não conseguir votar no próximo domingo, 4 de outubro, ainda poderá regularizar a ausência após as eleições. Para o primeiro turno, a Justiça Eleitoral estabelece 3 de dezembro de 2026 como data limite para a justificativa. Caso haja falta também no segundo turno, será necessário apresentar uma nova justificativa, com prazo até 8 de janeiro de 2027.
A ausência é contabilizada separadamente em cada turno. Portanto, o eleitor que não comparecer às urnas nas duas etapas terá duas pendências a regularizar. O procedimento poderá ser realizado pelo e-Título e pelos canais definidos pela Justiça Eleitoral. Quem não votar e não justificar dentro do prazo fica sujeito ao pagamento de multa e às consequências previstas para quem permanece em situação irregular.