Um levantamento do Infosiga, plataforma de estatísticas viárias do Detran-SP, mostra que 167 sinistros de trânsito foram registrados nas dez vias municipais com maior número de ocorrências em Marília entre agosto de 2025 e julho de 2026.
A avenida República aparece na liderança, com 29 registros, seguida pela avenida Sampaio Vidal, com 26, e avenida João Ramalho, com 19. Na sequência estão a avenida das Esmeraldas, com 18, e a avenida Santo Antônio, com 17 ocorrências.
Completam a relação a avenida João Martins Coelho, com 14 sinistros; rua 15 de Novembro, com 13; avenida Tiradentes e avenida Rio Branco, com 11 cada; e rua Pedro de Toledo, com nove.
As dez vias concentram ocorrências em diferentes regiões da cidade e têm em comum o intenso fluxo de veículos. O levantamento considera os sinistros não fatais registrados nas vias urbanas.
No período analisado, Marília contabilizou 785 sinistros na área urbana. De acordo com os dados, 82,6% dos sinistros ocorreram em vias urbanas, enquanto 84% dos custos estimados relacionados às ocorrências também estão concentrados nesse tipo de via.
O impacto financeiro é significativo. Entre agosto de 2025 e julho de 2026, os sinistros de trânsito provocaram aproximadamente R$ 147,39 milhões em custos e prejuízos.
Motocicletas concentram atenção
As motocicletas aparecem como o principal tipo de veículo envolvido nas ocorrências, representando 48,5% dos sinistros. Os automóveis aparecem logo depois, com 44,9%.
Entre os tipos de ocorrências, as colisões predominam e correspondem a 76,2% dos registros. Os choques representam 6%, enquanto os atropelamentos respondem por 4,8%.
No período de 12 meses analisado, Marília registrou 23 mortes no trânsito, sendo 12 em vias urbanas. A taxa de fatalidade foi de 1,40%.
Mortes caem no primeiro semestre
Apesar do número de ocorrências, o primeiro semestre de 2026 apresentou redução nas mortes provocadas pelo trânsito.
Segundo o Infosiga, foram registrados oito óbitos entre janeiro e junho de 2026, contra 17 no mesmo período de 2025. A queda foi de 52,9%.
As motocicletas, porém, continuam sendo o principal ponto de atenção. Das oito vítimas fatais registradas no primeiro semestre deste ano, sete eram motociclistas.
Os números apontam para a necessidade de ações permanentes de segurança viária, especialmente nos corredores de maior circulação e na prevenção de acidentes envolvendo motocicletas.