Os motociclistas continuam sendo as principais vítimas fatais do trânsito em Marília. Dados do Infosiga-SP, sistema de estatísticas viárias do Detran-SP, revelam que 87,5% das mortes registradas no município entre janeiro e junho de 2026 envolveram usuários de motocicletas. Das oito vítimas fatais contabilizadas no período, sete eram motociclistas e apenas uma ocupava um automóvel.
Apesar da elevada participação das motocicletas nos acidentes com morte, o município apresentou redução no total de óbitos. No primeiro semestre deste ano foram registradas oito mortes, contra 17 no mesmo período de 2025, o que representa uma queda de 52,9%.
As rodovias permaneceram como os trechos mais perigosos do município, concentrando cinco das oito mortes (62,5%). As demais três vítimas (37,5%) morreram em acidentes ocorridos em ruas e avenidas da cidade.
O levantamento mostra ainda que os homens representaram 67% das vítimas fatais. A faixa etária entre 20 e 24 anos foi a mais atingida pelos acidentes com morte.
Em relação ao horário das ocorrências, o período da tarde, entre 12h e 18h, concentrou quatro óbitos. Pela manhã foi registrada uma morte, enquanto o período da noite contabilizou três vítimas fatais.
Além das mortes, o Infosiga-SP registrou 344 colisões, 68 incidentes diversos, 34 choques, 20 atropelamentos e 19 ocorrências sem classificação no primeiro semestre.
A série histórica do Infosiga mostra que Marília registrou 43 mortes no trânsito em 2015. Os índices caíram gradativamente até atingir o menor patamar em 2020, com 18 óbitos. A partir de 2021, os números voltaram a crescer: foram 29 mortes em 2021, 25 em 2022, 32 em 2023, 27 em 2024 e 35 em 2025.