
O número de acidentes com escorpiões voltou a crescer em Marília. Levantamento da Vigilância Epidemiológica mostra que o município registrou 154 casos entre janeiro e 11 de julho deste ano. No mesmo período de 2025 haviam sido contabilizadas 138 ocorrências, o que representa um aumento de 11,54%.
Embora nenhum óbito tenha sido registrado em 2026, a Secretaria de Estado da Saúde mantém o alerta para o risco de acidentes, principalmente envolvendo crianças, que apresentam maior probabilidade de desenvolver quadros graves após a picada.
A orientação é que toda pessoa picada por um escorpião procure atendimento médico imediatamente, independentemente da intensidade da dor ou da identificação do animal. O tratamento precoce é considerado fundamental para evitar complicações.
A presença de escorpiões nas áreas urbanas está diretamente ligada às condições favoráveis para abrigo e alimentação. Os animais costumam ocupar locais escuros, úmidos e pouco movimentados, como ralos, caixas de gordura, tubulações, calhas, frestas em paredes, pilhas de madeira, entulhos, terrenos baldios e depósitos de materiais de construção.
A principal fonte de alimento é a barata, o que torna a limpeza dos imóveis uma das principais medidas de prevenção.
Em caso de picada, a vítima deve lavar o local com água e sabão, evitar procedimentos caseiros e procurar imediatamente uma unidade de saúde. O soro antiescorpiônico está disponível no Hospital das Clínicas (HC) de Marília para adultos. Já as crianças devem ser levadas ao Hospital Materno Infantil (HMI). A aplicação do soro deve ser feita o mais rápido possível para reduzir riscos.