
As mulheres representam a maioria do eleitorado de Marília e chegam às eleições de 2026 como um dos segmentos mais estratégicos para os partidos e pré-candidatos. Dos 172.571 eleitores aptos a votar no município, 93.071 são mulheres, o equivalente a 54% do eleitorado, segundo dados da Justiça Eleitoral.
O peso do voto feminino ganhou ainda mais destaque no cenário político nacional após o racha entre a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) e os filhos do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), episódio que reacendeu o debate sobre a influência das mulheres nas próximas eleições. Em cidades como Marília, onde elas formam a maioria do eleitorado, conquistar esse público pode ser decisivo para quem pretende disputar cargos em 2026.
O perfil das eleitoras marilienses mostra predominância de mulheres casadas, que somam 39.252. As solteiras aparecem logo em seguida, com 38.044 eleitoras. O cadastro eleitoral ainda contabiliza 9.062 divorciadas, 5.588 viúvas e 1.124 separadas judicialmente.
A maior concentração de eleitoras está na faixa etária de 45 a 49 anos, com 9.095 mulheres aptas a votar. Em seguida aparecem as faixas de 40 a 44 anos (8.861), de 50 a 54 anos (8.322) e de 35 a 39 anos (8.196).
Em relação ao nível de escolaridade, 34.771 eleitoras possuem ensino médio completo, enquanto 21.372 concluíram o ensino superior. O cadastro também registra mulheres com ensino fundamental e médio incompletos, ensino superior incompleto, além de 1.329 eleitoras que apenas leem e escrevem e 1.102 analfabetas.
A importância do voto feminino também aparece nas pesquisas de opinião. Levantamento do instituto Datafolha, divulgado no início do mês, indica que as mulheres demonstram maior proximidade com a esquerda e o centro-esquerda do que os homens. Segundo o estudo, 44% das entrevistadas se identificam com esse campo político, enquanto 37% se posicionam na direita ou centro-direita. Já 18% afirmam ter identificação com o centro.
Em Marília, o voto feminino também vem ampliando sua representação política. Nas eleições municipais de 2024, o número de mulheres eleitas para a Câmara Municipal passou de duas para três.
Nas eleições deste ano, ao menos quatro mulheres têm seus nomes cotados para disputar cargos eletivos. Para a Assembleia Legislativa aparecem a deputada estadual Dani Alonso e as vereadoras Fabiana Camarinha (Podemos) e Rossana Camacho (PSD). Já para a Câmara dos Deputados, o nome ventilado é o de Isis Flor (PSOL), integrante da Bancada Coletiva das Trabalhadoras.