Dados da Vigilância Epidemiológica de Marília apontam que o município registrou 29 novos casos de tuberculose em 2026. Atualmente, 47 pessoas realizam tratamento contra a doença na rede de saúde.
O histórico recente mostra que a tuberculose continua sendo um desafio para a saúde pública em Marília. Em 2025, o município registrou 55 casos confirmados da doença e seis óbitos. No ano anterior, foram contabilizados 81 casos e sete mortes, o maior número do período analisado. Já em 2023, a cidade confirmou 63 casos e seis óbitos.
Apesar dos avanços no diagnóstico e tratamento, a tuberculose continua sendo uma das principais preocupações da saúde pública. No Brasil, mais de 85 mil novos casos são notificados anualmente, além de cerca de seis mil mortes relacionadas à doença.
Em nível mundial, a enfermidade permanece entre as mais preocupantes. Estimativas apontam mais de 10 milhões de novos casos por ano, mantendo a tuberculose como a principal causa de morte provocada por um único agente infeccioso.
A transmissão ocorre pelo ar, principalmente quando pessoas com a forma ativa da doença tossem, espirram, falam ou cantam. Nesses casos, partículas contendo a bactéria ficam suspensas no ambiente e podem ser inaladas por outras pessoas.
Locais fechados e com pouca ventilação favorecem a disseminação da doença. Ambientes como residências, transporte coletivo e locais de trabalho estão entre os espaços com maior risco de transmissão quando há pessoas infectadas.
Os especialistas ressaltam que a tuberculose não é transmitida pelo compartilhamento de objetos, como copos, pratos, talheres ou roupas, nem por abraços, apertos de mão ou outros contatos físicos.
Entre os principais sintomas estão a tosse persistente por três semanas ou mais, febre baixa, suor noturno, perda de peso, falta de apetite e cansaço constante. A recomendação é procurar atendimento médico ao perceber esses sinais, pois o diagnóstico precoce aumenta as chances de cura e reduz a transmissão da doença.