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Transporte coletivo: usuários cobram melhorias em pontos de ônibus da cidade
Passageiros relatam dificuldades para esperar o transporte coletivo em locais com mato alto, barro, acúmulo de água e falta de estrutura básica em diferentes bairros da cidade
28/06/2026 23h09
Por: Redação
No Altos do Palmital, passageiros aguardam o ônibus em um local sem calçada. Em períodos de chuva, o trecho na avenida Murilo Mendes Benincasa fica tomado pelo barro - Foto: Cristiano Gonçalves/jornal A Cidade

Usuários do transporte coletivo de Marília enfrentam dificuldades diárias para esperar o ônibus em diferentes regiões da cidade. Em muitos pontos de parada, a falta de infraestrutura obriga os passageiros a aguardar o transporte em meio ao mato, sobre a terra ou até mesmo no barro em dias de chuva.

A equipe de reportagem do jornal A Cidade recebeu diversas reclamações e percorreu alguns dos locais apontados pelos moradores. Os problemas vão desde a ausência de cobertura até a falta de calçadas, iluminação e acessibilidade.

Próximo ao Instituto dos Olhos, passageiros aguardam o transporte coletivo em um local sem estrutura
adequada, sem calçamento e cercado por mato - Foto: Cristiano Gonçalves/jornal A Cidade

Nas proximidades do Instituto dos Olhos, por exemplo, o local utilizado para embarque e desembarque de passageiros não possui calçamento nem qualquer estrutura para acomodar os usuários. O ponto é bastante utilizado por pacientes e acompanhantes que frequentam clínicas da região.

No Jardim Eldorado, na rua Luís Gatti, moradores aguardam o ônibus ao lado de mato alto e sem calçada. Em alguns trechos da via, os passageiros precisam permanecer às margens da rua enquanto esperam a chegada do coletivo.

Na rua Luís Gatti, a sinalização do ponto de ônibus é recente, mas as reclamações dos usuários
sobre a falta de calçada, abrigo e limpeza no local são antigas - Foto: Cristiano Gonçalves/jornal A Cidade

A moradora Eliane da Silva afirma que a situação se arrasta há anos. “Há muito tempo pedimos melhorias. Já encontraram até cobra próximo ao local. Precisamos de uma calçada, de uma estrutura para esperar o ônibus e da limpeza da área”, afirmou.

No bairro Palmital, na rua Machado de Assis, os usuários também convivem com a falta de infraestrutura. Sem abrigo e sem calçamento, muitos precisam aguardar o ônibus próximos a poças de água e áreas de barro.

Na rua Machado de Assis, no bairro Palmital, o acúmulo de água próximo ao ponto de parada dificulta
a espera dos usuários, principalmente em períodos de chuva - Foto: Cristiano Gonçalves/jornal A Cidade

As condições dos pontos de parada também geram questionamentos entre os usuários do transporte coletivo. Para Rodrigo Oliveira, a escolha de alguns locais para embarque e desembarque desconsidera fatores básicos de segurança e acessibilidade. “Será que quando definem um local para espera do transporte público não observam as condições ao redor?

Tem ponto sem calçada, com iluminação precária e que se torna perigoso durante a noite. Perto do poliesportivo abandonado, por exemplo, muitas pessoas relatam insegurança por causa da presença de usuários de drogas no período noturno”, afirmou.

No bairro Altos do Palmital, na avenida Murilo Mendes Benincasa, usuários do transporte coletivo enfrentam dificuldades para aguardar o ônibus. O ponto de parada está instalado em um trecho sem calçada e ao lado de uma área em obras. Em dias de chuva, o local se transforma em um lamaçal, dificultando o acesso dos passageiros e comprometendo a segurança e o conforto de quem depende diariamente do transporte público.

Dados do Censo 2022, elaborado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mostram que mais de 85% do território de Marília não possui ponto de ônibus considerado adequado.

O levantamento evidencia a existência de dezenas de locais sem cobertura, acessibilidade ou estrutura mínima para oferecer conforto e segurança aos passageiros.

Conforme já noticiado pelo jornal A Cidade, o atual contrato de concessão do transporte coletivo urbano foi firmado em 2011 e entrou em operação em maio de 2013. O acordo com as empresas responsáveis pelo serviço tem validade até 2026, quando deverá ocorrer uma nova discussão sobre o futuro do sistema e das condições oferecidas aos usuários.