Cidades Acessibilidade
Calçadas danificadas dificultam circulação de pedestres no Centro
Buracos, desníveis e problemas no piso tátil comprometem a segurança de idosos, pessoas com deficiência e demais usuários das vias centrais
26/06/2026 00h52 Atualizada há 3 horas
Por: Redação
Na esquina da avenida Carlos Gomes com a rua Armando Sales de Oliveira, a calçada danificada ao redor do piso tátil dificulta a circulação e representa risco

Caminhar pelas ruas centrais de Marília tem se tornado um desafio para muitos pedestres. Calçadas danificadas, pisos irregulares, desníveis e falhas na sinalização tátil estão presentes em diversos pontos da região, dificultando a circulação e colocando em risco a segurança da população.

A equipe de reportagem do jornal A Cidade percorreu algumas das vias com maior movimento de pessoas e encontrou uma série de problemas estruturais.

Em vários trechos, o piso tátil destinado à orientação de pessoas com deficiência visual apresenta peças quebradas, soltas ou até mesmo ausentes, comprometendo sua funcionalidade.

Na rua Gonçalves Dias, o afundamento da calçada provocou desnível no piso tátil, criando
um obstáculo e aumentando o risco de acidentes

Na rua Gonçalves Dias, nas proximidades da antiga Cadeia Pública, a calçada apresenta buracos, afundamentos e diversos trechos com o piso tátil danificado. Em alguns pontos, o passeio público se transformou em um obstáculo para idosos, cadeirantes e pessoas com mobilidade reduzida.

Na avenida Tancredo de Almeida Neves, a reportagem verificou a ausência de peças do piso tátil em determinados trechos, enquanto na rua Carlos Gomes pedras soltas ao redor da sinalização dificultam a passagem dos pedestres.

Calçadas danificadas, buracos e desníveis dificultam a circulação de pedestres
e comprometem a acessibilidade em diversos pontos da região central

A situação também foi observada na avenida Sampaio Vidal, uma das mais movimentadas da cidade. Em alguns pontos da via, peças do piso tátil estão soltas ou danificadas, exigindo atenção redobrada de quem circula pelo local.

O problema tem gerado reclamações dos pedestres. Para Celso Júnior, a recuperação das calçadas deve ser uma prioridade. “As calçadas da região central precisam de manutenção urgente. Grande parte das peças do piso tátil está solta e isso representa risco para quem passa por aqui diariamente”, afirmou.

A aposentada Maria de Fátima relata que já enfrentou dificuldades ao caminhar pelo Centro. Segundo ela, um trecho danificado da calçada próximo à antiga delegacia quase provocou um acidente. “Tropecei em uma

parte quebrada da calçada. Felizmente consegui me equilibrar, mas poderia ter me machucado. É um perigo para todos, principalmente para os idosos”, disse.

PEDRAS SOLTAS

Outro problema identificado pela reportagem está relacionado às antigas calçadas de petit-pavé, ainda predominantes em grande parte da região central. Em diversos trechos, principalmente nas proximidades do Terminal Urbano, as pedras estão soltas, desniveladas ou danificadas, aumentando o risco de tropeços e quedas entre os pedestres.

Trechos sem piso tátil e calçadas com desníveis aumentam o risco de tropeços
e dificultam a circulação segura de pedestres na ruas do centro

PADRONIZAÇÃO

Embora o piso tátil tenha sido implantado em várias ruas centrais a partir de 2018, a cobertura ainda não é completa. Algumas vias importantes do comércio mariliense continuam sem o equipamento de acessibilidade.

Um dos exemplos é a rua São Luiz, uma das mais movimentadas da cidade, que ainda não conta com piso tátil para auxiliar o deslocamento de pessoas com deficiência visual.

A falta de padronização das calçadas e a ausência de estruturas adequadas de acessibilidade evidenciam desafios que ainda precisam ser enfrentados para garantir mais segurança e inclusão aos milhares de pedestres que circulam diariamente pelo Centro de Marília.