
O descarte irregular de lixo, móveis velhos, galhos e entulho continua sendo motivo de reclamação em diferentes bairros de Marília. Moradores denunciam acúmulo de resíduos em ruas, terrenos e áreas públicas, situação que provoca sujeira, mau cheiro e preocupação com a saúde pública.
Moradores da zona Oeste de Marília denunciaram ao jornal A Cidade o descarte irregular de lixo e entulho na rua Alexandre Guizardi, no bairro Jardim América.
Na última semana, a equipe de reportagem esteve no local e encontrou grande quantidade de resíduos espalhados pela via.
Entre os materiais descartados irregularmente estavam móveis velhos, galhos de árvores, lixo doméstico, pneus e entulho de construção. A rua é bastante movimentada e faz ligação entre os bairros Jardim América e Jardim Virgínia.
Segundo população, o acúmulo de materiais provoca forte mau cheiro e preocupa devido ao risco de proliferação de insetos e animais peçonhentos. Há relatos ainda de descarte de animais mortos na área.
“Tem gente que joga lixo durante a noite, mas muitas vezes acontece até de dia. Já descartaram colchão, galhos e vários tipos de materiais aqui”, afirmou um morador próximo da via. Pneus e recipientes abandonados também chamam atenção por acumularem água, aumentando a preocupação com possíveis criadouros do mosquito da dengue.
MULTA PESADA
A Prefeitura de Marília regulamentou o Programa Municipal de Incentivo à Denúncia de Infrações Ambientais Urbanas, criado pela Lei Complementar nº 1.024/2026.
A nova regulamentação prevê multa de R$ 2 mil para pessoas flagradas realizando descarte irregular de lixo e entulho em vias públicas, terrenos, áreas verdes, bueiros e córregos do município.
Além da penalidade, moradores que ajudarem a identificar infratores poderão receber recompensa equivalente a 20% do valor arrecadado com a multa, desde que a denúncia seja acompanhada de provas.
As denúncias poderão ser realizadas pela Ouvidoria Municipal através do WhatsApp (14) 3402-6000, pelo portal oficial da Prefeitura, e mail ou atendimento presencial.
O decreto também prevê punições para denúncias falsas ou realizadas de má-fé, incluindo responsabilização civil, administrativa e criminal.