O Espaço Cultural “Ezaquiel Bambini”, localizado na região central de Marília, está fechado há seis anos e apresenta sinais de deterioração. Com telhas soltas no telhado e vidros quebrados, o prédio chama a atenção de quem passa pela avenida Sampaio Vidal e evidencia a falta de manutenção ao longo dos últimos anos.
Localizado ao lado da Praça da Bíblia e próximo à linha férrea, o espaço foi por anos um dos principais pontos culturais da cidade. Inaugurado em 1990, o local recebia festivais e apresentações musicais que iam da moda caipira ao rock, atraindo público de diferentes regiões.
O prédio, está fechado desde2020, quando as atividades foram interrompidas por conta da pandemia, e desde então não voltou a receber eventos. Atualmente, os sinais de depredação são evidentes: janelas quebradas, vitrais danificados e paredes com pichações.
Em alguns pontos, foram instaladas madeiras e plásticos para tentar conter os danos, mas as medidas não têm sido suficientes para impedir o avanço da deterioração.
No entorno do Espaço Cultural, a presença de restos de comida, embalagens de marmitas, copos descartáveis, papelões e sacolas evidencia que o lugar tem sido utilizado como abrigo improvisado.
Pela rua Paraná, colchões e cobertas são vistos com frequência, indicando a permanência de pessoas em situação de rua.
Alguns comerciantes ouvidos pela equipe de reportagem relatam sensação constante de insegurança na região. Segundo eles, mesmo durante o dia é possível observar usuários consumindo drogas no entorno da área, situação que afeta o movimento e preocupa quem trabalha e circula pela área.
Para Wilson Roberto, o espaço guarda lembranças de momentos importantes vividos na cidade. Ele conta que participou de diversos eventos no local, como feiras de canários e shows sertanejos realizados aos domingos. “Espero que o espaço passe por uma reforma e volte a receber eventos gratuitos. Depois que fechou, agora é tudo pago”, afirmou, ao defender a revitalização do prédio em Marília.
Para Tiago Lima, o lugar poderia ser transformado em uma área multiuso para atender diferentes atividades culturais e comerciais.
“O local poderia abrigar feiras noturnas, a feira de quinta e de domingo, além de shows e eventos. Em vez de interditar avenidas como a Sampaio Vidal e a das Indústrias, por que não aproveitar essa área?”, questiona, defendendo uma alternativa que valorize o espaço e reduza impactos no trânsito de Marília.
INSEGURANÇA
A situação preocupa moradores e comerciantes de todo o entorno do espaço, fechado há cerca de seis anos. Próximo dali, o antigo pátio de manobras da linha férrea permanece aberto e, segundo denúncias, tem sido utilizado por usuários de drogas.
Outro ponto que também chama atenção é a antiga estação ferroviária, que segue fechada há anos, ampliando a sensação de abandono e insegurança na região central.
Comerciantes também cobram providências. Um deles, que preferiu não se identificar, afirma que a situação se agrava após o entardecer. “A região está sem segurança. Depois das 18h, fica complicado, com presença de usuários de drogas e abandono em vários pontos próximos à linha férrea”, disse.