Em Marília, nos últimos 136 dias, foram registrados três casos de meningite em decorrência da doença, segundo o informe divulgado pela Vigilância Epidemiológica, entre 1º de janeiro e 16 de maio. Já no ano passado, foram registrados 26 casos da doença e um óbito.
A meningite, uma doença provocada por bactérias, vírus e até fungos, que pode passar de uma pessoa para a outra por meio do contato com saliva ou secreções respiratórias do contaminado.
Nos últimos anos, a cidade contabilizou os seguintes números em períodos de 12 meses: em 2024, foram 35 casos e dois óbitos; em 2023, 33 casos e três mortes; em 2022, 35 casos e quatro óbitos; e em 2021, 18 casos sem registro de mortes.
A meningite viral também pode ser transmitida por meio do contato com água e alimentos não tratados ou contaminados com as fezes de uma pessoa infectada. A doença se caracteriza pela infecção das meninges, membranas que revestem o cérebro e amedula espinhal.
Os sintomas mais comuns são: Febre alta; Mal-estar; Vômitos; Dor forte de cabeça e no pescoço; Dificuldade para encostar o queixo no peito; Manchas vermelhas espalhadas pelo corpo (em alguns casos).
A Vacinação é a principal forma de prevenção. São duas vacinas disponíveis no Sistema Único de Saúde (SUS) que protegem contra a meningite: a meningocócica C e a ACWY, que protege contra quatro sorotipos de meningite bacteriana: A, C, W e Y.
As doses da meningocócica C são aplicadas em bebês aos 3 e 5 meses, com reforço aos doze meses.
Já a ACWY, é aplicada em doze única em adolescentes com idade entre 11 e 12 anos. Cidadãos de outras faixas etárias podem se vacinar, mas pela rede particular. A imunização é a melhor forma de prevenção.
Também é aconselhável higienizar as mãos com frequência e muito bem os alimentos, manter os ambientes ventilados e limpos, e evitar aglomerações.