
O número de acidentes com escorpiões em Marília quase triplicou em um intervalo de seis anos. Dados da Vigilância Epidemiológica apontam que os registros passaram de 105 casos em 2019 para 301 em 2025 - um aumento de 186,67% no período.
A evolução dos números mostra uma tendência de crescimento ao longo dos últimos anos. Em 2020, foram 107 ocorrências; em 2021, 145; em 2022, 176; em 2023, 208; e em 2024, 183 casos. Apesar de pequenas variações, o volume se mantém elevado, consolidando o escorpião como o principal responsável por acidentes com animais peçonhentos no município.
Somente nos primeiros 101 dias de 2026, já foram registrados 71 casos, indicando que o ritmo segue alto. Atualmente, a média é de aproximadamente duas pessoas picadas por dia na cidade.
No acumulado entre 2019 e 2025, a cidade somou 1.225 ocorrências, superando em larga escala os acidentes com aranhas (208 casos), serpentes (46 casos) e outros animais peçonhentos (123 casos em cinco anos).
Com uma média de duas pessoas picadas por dia, a cidade contabiliza aproximadamente 25 vítimas por mês.
PREVENÇÃO
Entre as principais recomendações está manter quintais e terrenos limpos, evitando o acúmulo de entulho, folhas, madeira e lixo, que servem de abrigo para escorpiões. Também é importante vedar ralos, frestas em portas, janelas e paredes, além de instalar telas em aberturas.
Dentro de casa, a orientação é manter camas e berços afastados das paredes, evitar que roupas de cama e mosquiteiros encostem no chão e sempre sacudir roupas, toalhas e calçados antes de usar. Em áreas externas, o uso de luvas e calçados fechados durante atividades como jardinagem ou limpeza também é recomendado.
Outro ponto de atenção é o controle de insetos, especialmente baratas, que são a principal fonte de alimento dos escorpiões. Ambientes limpos e sem restos de alimentos ajudam a diminuir a presença desses animais.
Em caso de aparecimento de escorpiões, a recomendação é não tentar capturá-los diretamente e acionar os serviços de controle de zoonoses do município.
EM CASO DE PICADA
A primeira orientação é lavar o local da picada com água e sabão e manter a pessoa calma, evitando movimentar a área afetada. Em seguida, a recomendação é procurar atendimento médico o mais rápido possível, mesmo que os sintomas iniciais sejam leves.
Entre os principais sinais de alerta estão dor intensa, náuseas, vômitos, suor excessivo, tremores e dificuldade para respirar. Em casos mais graves, pode haver alterações nos batimentos cardíacos, exigindo atendimento emergencial.
A orientação é buscar imediatamente assistência médica em um local que ofereça soro antiescorpiônico. Em Marília, o local indicado para buscar ajuda é o Hospital das Clínicas, para adultos, e o Hospital Materno Infantil, para crianças, garantindo a aplicação do soro dentro de até uma hora e meia após a picada.