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Buracos lideram recorde de reclamações na Ouvidoria em Marília, aponta relatório

Levantamento detalha as principais insatisfações dos moradores. Terrenos baldios e deficiências no setor da saúde completam o ranking das queixas

Por: Redação
16/03/2026 às 12h43
Buracos lideram recorde de reclamações na Ouvidoria em Marília, aponta relatório
A deterioração asfáltica e buracos representam o maior volume de queixas dos contribuintes marilienses

A Ouvidoria Geral do Município de Marília consolidou os dados dos últimos balanços de atendimento, revelando um raio-x da zeladoria urbana e dos serviços públicos locais. No topo das insatisfações, a manutenção asfáltica, especificamente a demanda por operações tapa-buracos, permanece como a principal queixa registrada pelos contribuintes marilienses. O relatório sintetiza os 12 meses do primeiro ano do governo de Vinicius Camarinha, que assumiu a Prefeitura Municipal em 1º de janeiro de 2025. Semelhante à gestão anterior, que ficou 8 anos, as reclamações ligadas à buracos e falta de manutenção viária são constantes. 

Os números indicam que a deterioração das vias em bairros periféricos e corredores comerciais é o fator que mais gera protocolos no órgão, evidenciando um problema crônico de infraestrutura na cidade. Em segundo lugar no ranking de reclamações, a fiscalização e a notificação de terrenos particulares baldios aparecem como um problema de ordem pública e sanitária recorrente em todos os relatórios. Da mesma forma, na comparação com a gestão anterior, essas denúncias eram constantes. 

A falta de capinação e o acúmulo de descarte irregular de lixo nesses locais não apenas comprometem a estética da cidade, mas também elevam consideravelmente o risco de proliferação de doenças como a dengue. A população cobra maior rigor na aplicação de multas e agilidade nos editais de limpeza, uma vez que o abandono de lotes por proprietários sobrecarrega o sistema de fiscalização municipal. 

O pódio das demandas é finalizado com a área da saúde. onde despontam queixas focadas na assistência direta ao paciente, incluindo falta de medicamentos e demora em agendamentos. Outra reclamação muito comum nos anos de Daniel Alonso que governou a cidade de 2017 a 2024.  A análise dos dados consolidados de 2025 mostra que, embora a infraestrutura urbana domine o volume total de protocolos, a saúde é o setor que gera maior impacto direto na qualidade de vida e urgência nos relatos. O tempo médio de resposta da Ouvidoria é um dos pontos monitorados pela administração para tentar medir a efetividade da prefeitura diante do aumento constante da participação popular. 

Falhas na zeladoria urbana e bueiros sem tampa em vias públicas geram protocolos frequentes

Cidadãos mais atentos e exigentes 

O volume de manifestações registradas, que alcança médias significativas de protocolos diários, reflete um cidadão mariliense mais atento e exigente com o uso dos recursos públicos municipais. A predominância de queixas sobre o "chão da cidade" - o asfalto e os terrenos - sinaliza que as ações atuais de zeladoria ainda não foram suficientes para estancar o fluxo de críticas da comunidade. Para a gestão municipal, esses números servem como um termômetro fundamental para o planejamento de novos investimentos e para o direcionamento de equipes de manutenção imediata. 

A centralização das queixas na Codemar - que está em processo de extinção - e na Secretaria de Serviços Públicos estabelece um desafio logístico e orçamentário para a administração de Vinicius Camarinha, que está no seu segundo governo à frente do Executivo mariliense. A Ouvidoria desempenha papel de ponte institucional entre o morador e o Poder Executivo, mas o alto índice de reincidência em temas como pavimentação sugere a necessidade de soluções definitivas. 

Demandas na Ouvidoria Municipal 

O volume de queixas em Marília concentra-se em três eixos principais que revelam as prioridades da população. O serviço de tapa-buracos lidera o ranking com 646 registros somados ao longo do ano. Logo em seguida, a fiscalização de terrenos particulares (limpeza e capinação) acumula 490 protocolos. No setor da saúde, a dificuldade de acesso aos serviços é a reclamação mais frequente, totalizando 172 manifestações nos relatórios quadrimestrais.

Crise de infraestrutura e saúde lideram protocolos na Ouvidoria 

Dados consolidados dos três relatórios de 2025 revelam que o asfalto e a zeladoria de terrenos particulares são os maiores gargalos da gestão municipal 

A análise do primeiro relatório - de janeiro a abril - aponta que a fiscalização de terrenos particulares foi a ‘ferida aberta’ do início do ano, com 276 queixas específicas enviadas à Secretaria do Meio Ambiente e Serviços Públicos. Nesse período, o volume total de manifestações foi o mais alto do ano, atingindo 3.490 registros. 

Os moradores utilizaram o canal de forma intensa para denunciar o descaso com a limpeza urbana logo nos primeiros meses.No segundo quadrimestre (maio a agosto) , o destaque negativo passou a ser o serviço de tapa-buracos, que gerou 211 protocolos direcionados à Secretaria de Infraestrutura. Embora o número total de manifestações tenha caído para 2.193, a insatisfação com a malha viária tornou-se a demanda número um. Além disso, a iluminação pública surgiu como um problema relevante, acumulando 100 reclamações em apenas quatro meses. 

O terceiro relatório (setembro a dezembro) consolidou o asfalto como o principal pilar de insatisfação, mantendo 209 queixas sobre buracos. Na área da saúde, o período foi marcado por reclamações sobre a falta de fraldas descartáveis e questionamentos sobre a conduta de servidores públicos. Mesmo com uma leve redução no total geral de protocolos para 2.164, a saúde apresentou uma queda mais acentuada de demandas em comparação aos meses anteriores. 

A participação popular manteve-se constante, servindo como um termômetro vital para que as secretarias planejem suas intervenções emergenciais. A Ouvidoria reafirma seu papel de garantir transparência e ética, assegurando a interlocução direta entre a sociedade e o Poder Público. 

A sede da Ouvidoria em Marília funciona na rua Quatro de Abril, 41

Ferramenta essencial para o cidadão 

Os dados indicam que o órgão é a principal ferramenta do cidadão para cobrar presteza e eficácia nas atividades desempenhadas pelos órgãos municipais.Além do ranking principal, outras reclamações foram constatadas com frequência, como problemas com a Vigilância em Saúde (criadouros de dengue) e falta de medicamentos. Também figuraram nos registros queixas sobre demora no atendimento em unidades de saúde e dificuldades gerais de acesso ao sistema público. 

Saiba como acionar os canais da Ouvidoria 

A Ouvidoria de Marília atende presencialmente na rua 4 de Abril, nº 41. O cidadão também pode utilizar o telefone gratuito 0800-7766111 ou o whatsapp (14) 3402-6000 (opção 10) para enviar mensagens de texto. O canal recebe denúncias de infrações disciplinares de servidores, reclamações sobre má prestação de serviços, sugestões de melhorias, elogios e pedidos de informações via e-SIC. 

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