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Antigo complexo esportivo da Vila Altaneira vira um terreno baldio e coberto por mato

Moradores relatam esquecimento do espaço público após demolições realizadas em 2024, que deixaram a comunidade sem centro comunitário e com estruturas esportivas inutilizadas

Por: Redação
07/03/2026 às 01h26 Atualizada em 07/03/2026 às 01h38
Antigo complexo esportivo da Vila Altaneira vira um terreno baldio e coberto por mato
Área aberta do antigo poliesportivo Olício Gadia exibe o avanço do mato e a falta de manutenção na rua Jericó

O poliesportivo Ofício Gadia, localizado na rua Jericó, na Vila Altaneira, zona Leste de Marília, é um retrato do abandono. Desde agosto de 2024, quando a administração do ex-prefeito Daniel Alonso (PL) cumpriu uma determinação judicial que resultou na demolição do antigo centro comunitário e das instalações de apoio, o espaço permanece inerte e sem qualquer utilidade pública. 

O que antes era um ponto de encontro e lazer para as famílias agora exibe um cenário desolador, com escombros e uma vegetação que avança rapidamente sobre o que restou das estruturas. A ausência de planos concretos para revitalização gera frustração entre os moradores, que acompanham a deterioração diária do patrimônio público sem qualquer expectativa de mudança no curto prazo. 

O campo de futebol da Vila Altaneira encontra-se totalmente
tomado por mato alto, inutilizando a prática de esportes

As imagens registradas pela reportagem no local confirmam o estado crítico da área. O que era um campo de futebol, localizado ao lado da antiga sede, encontra-se totalmente tomado pelo mato alto, tornando a prática de qualquer modalidade esportiva impossível. A quadra, que outrora servia à juventude, hoje apresenta sinais evidentes de abandono, com o piso desgastado e a infraestrutura metálica das traves e tabelas tomada pela ferrugem e pela falta de manutenção preventiva. 

A ausência de qualquer sinal de obras ou limpeza básica indica que o local foi deixado à própria sorte, servindo apenas como um lembrete físico da perda de um equipamento público essencial para a qualidade de vida da comunidade local. A Vila Altaneira sente profundamente a falta de um centro comunitário, uma estrutura que era vital para a integração e o desenvolvimento social dos moradores. 

Quadra poliesportiva apresenta sinais críticos de abandono, com
estruturas metálicas oxidadas e piso em péssimas condições

Com a demolição completa das instalações que abrigavam as atividades de convivência, a vizinhança perdeu o seu principal ponto de apoio para reuniões, projetos sociais e eventos culturais. Hoje, a ausência dessa referência geográfica e social deixa os residentes desassistidos, forçando-os a buscar alternativas em outros bairros ou a conviver com o isolamento das atividades comunitárias. A lacuna deixada pela ausência dessa sede é evidente, pois o local, que deveria ser um polo de união, tornou-se apenas um terreno baldio de difícil acesso e sem finalidade. 

A indignação dos moradores é o reflexo de um descaso que se arrasta há meses, sem que nenhuma providência de reestruturação tenha sido sinalizada pelo poder público. Ao conferirem o estado atual da rua Jericó, os vizinhos lamentam que o campo de bocha e as dependências que compunham o complexo tenham sido sumariamente eliminados, sem que uma nova proposta fosse apresentada à comunidade. 

A situação do campo de futebol, que resiste ao lado das ruínas do centro comunitário, é o símbolo da negligência que se instalou na Vila Altaneira. Sem qualquer sinal de corte de vegetação ou manutenção dos alambrados e do solo, o gramado foi superado pelo capim e pelo descarte irregular, perdendo sua função de campo esportivo.

Vista do terreno onde ficavam as instalações demolidas,
agora transformado em área ociosa com piso degradado

Administração Daniel Alonso demoliu centro comunitário e deixou escombros

 O espaço, outrora reconhecido pelo convívio social na Vila Altaneira, sofreu uma transformação drástica após agosto de 2024. A execução da ordem judicial de demolição não foi seguida pela reconstrução ou requalificação, transformando um patrimônio de lazer em uma área ociosa e degradada. 

A comunidade clama por uma solução que restitua a dignidade do local, seja através da construção de um novo espaço de convivência ou da reabilitação mínima das áreas esportivas. Sem uma intervenção urgente, o que resta das antigas instalações do poliesportivo Ofício Gadia continuará a desaparecer sob o avanço da vegetação, apagando o histórico de uso público da rua Jericó.

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