Os acidentes com escorpiões apresentaram crescimento no começo de 2026 em Marília. Em apenas 35 dias de 2026, Marília contabilizou 31 acidentes com escorpiões, contra 24 ocorrências no mesmo intervalo do ano passado - crescimento de 29,17%.
Entre 2020 e 2025 - um intervalo de cinco anos - Marília registrou salto expressivo nos acidentes com escorpiões. Foram 107 ocorrências em 2020 e 301 em 2025, o que representa aumento de 181,31% no período. A evolução anual mostra tendência de alta: 145 casos em 2021, 176 em 2022, 208 em 2023 e 183 em 2024.
A elevação está associada às condições climáticas. Em períodos quentes e chuvosos, os escorpiões buscam abrigo em locais secos e protegidos, muitas vezes dentro de residências. Redes de esgoto, galerias pluviais, entulhos e áreas com acúmulo de lixo funcionam como esconderijos ideais. A presença de baratas - principal fonte de alimento desses animais - contribui para a permanência em áreas urbanas.
Após a picada, os sintomas mais comuns incluem dor intensa e imediata no local, vermelhidão, inchaço e sensação de queimação. Em quadros moderados ou graves podem surgir náuseas, vômitos, sudorese, agitação, alteração da pressão arterial e dificuldade para respirar, exigindo atendimento médico imediato, especialmente em crianças e idosos.
A prevenção passa por medidas simples: manter quintais limpos e sem entulho, vedar frestas em paredes e rodapés, instalar telas em ralos e janelas, afastar camas e berços das paredes, sacudir roupas e calçados antes de usar e evitar o acúmulo de materiais de construção. Em caso de acidente, a orientação é procurar rapidamente um serviço de saúde e, se possível, identificar o animal com segurança.
Além dos escorpiões, o município registrou em 2026 outros acidentes com animais peçonhentos: dois envolvendo serpentes, cinco com aranhas e 12 por outros animais.