Marília fechou 2025 com 16 mortes de motociclistas em acidentes de trânsito, segundo dados do Infosiga, sistema do Detran-SP. O número representa um aumento de 60% em relação a 2024, quando foram registrados 10 óbitos envolvendo motos no município. Os dados incluem ocorrências em ruas, avenidas, estradas e rodovias que passam pela cidade.
O crescimento dos acidentes com motocicletas ajuda a explicar o cenário mais amplo da violência no trânsito mariliense. Ao longo de 2025, 35 pessoas perderam a vida em sinistros viários, número 29,6% maior do que o contabilizado no ano anterior, que somou 27 mortes.
Além dos motociclistas, os óbitos registrados envolveram nove ocupantes de automóveis, oito pedestres e um ciclista, o que evidencia que o risco atinge diferentes usuários das vias. No total, o município registrou 825 acidentes de trânsito ao longo do ano, entre colisões, atropelamentos e outras ocorrências.
Os impactos vão além das estatísticas. De acordo com o levantamento estadual, o custo estimado dos acidentes ultrapassa R$ 89,9 milhões, considerando despesas com atendimento de emergência, internações, reabilitação.
As rodovias que cortam Marília continuam concentrando a maior parte das mortes, com 51,4% dos óbitos, enquanto 37,1% ocorreram em vias urbanas. O período mais crítico foi o noturno, entre 18h e meia-noite, quando foram registradas 11 mortes. As faixas da manhã e da tarde também apresentaram números elevados.
A maioria das vítimas fatais era do sexo masculino, representando 68,6% dos casos, com maior incidência entre pessoas de 50 a 54 anos. Em relação aos dias da semana, segunda-feira, sexta-feira e sábado foram os mais letais, com seis mortes cada.
Sobre o local das ocorrências, o Infosiga não conseguiu identificar com precisão o ponto de quatro dos 35 óbitos. Dos demais, 18 aconteceram em rodovias e 13 em ruas e avenidas da cidade. O cenário é agravado pelo intenso fluxo de veículos no contorno rodoviário, utilizado como alternativa à BR-153, que segue descontinuada em Marília. A falta de um contorno definitivo mantém caminhões e veículos de passagem circulando pelo perímetro urbano, elevando o risco de acidentes graves.