Cidades Trânsito
Marília registra 7,6 mais multas por falta de uso do cinto de segurança em 2024
Autuação por falta de uso de cinto de segurança passou de 19 em 2022 para 31 em 2023 e 238 multas em 2024
12/12/2024 01h14 Atualizada há 1 ano
Por: Redação

O Departamento Estadual de Trânsito de São Paulo (Detran- SP) informa que na cidade de Marília, de janeiro a setembro deste ano, foram registradas 238 multas por ‘deixar o condutor de usar o cinto de segurança’.

Um aumento de 7,6 vezes já que no mesmo período de 2023, foram 31 infrações registradas do tipo. Enquanto que em 2022, de janeiro a setembro, foram apenas 19 multas. Esse levantamento contabiliza apenas as multas que foram aplicadas pelo Detran-SP, por meio das autuações registradas pela Polícia Militar.

A multa por não usar o cinto de segurança em 2024 é de R$ 195,23 e o condutor também perde cinco pontos na Carteira Nacional de Habilitação (CNH). Além disso, o veículo é retido até que o infrator coloque o cinto. A infração por não usar o cinto de segurança é considerada grave e está prevista no artigo 167 do Código de Trânsito Brasileiro (CTB).

O agente de trânsito pode lavrar o auto de infração sem parar o condutor ou solicitar que o cinto seja colocado. Para recorrer de uma multa por não usar o cinto de segurança, o condutor pode: Fazer uma defesa prévia logo após a notificação de autuação; Ir para a primeira instância se a defesa prévia for negada ou o prazo do pedido for perdido; ou ir para a segunda instância se o pedido for negado na fase anterior.

Estudos e avaliações de especialistas em medicina de tráfego atestam que o simples uso adequado do cinto de segurança pode fazer a diferença entre a vida e a morte em caso de um acidente de trânsito.

Os números variam conforme os critérios utilizados em cada pesquisa, mas todos indicam que o dispositivo funciona.

Um relatório divulgado em junho do ano passado pela Organização Mundial da Saúde (OMS), por exemplo, aponta que a adoção do cinto reduz entre 45% e 50% a probabilidade de ferimentos mortais entre ocupantes dos bancos dianteiros, e em pelo menos 25% entre quem está no banco traseiro.

Outros trabalhos indicam percentuais ainda maiores, como um trabalho realizado pela autoridade nacional de trânsito dos EUA que apurou um índice de 43% para quem viaja atrás.