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Presidente do Stiam se encontra com vice-presidente Alckmin e abordam impacto do tarifação na alimentação

Reunião em São Paulo abordou ainda a dura realidade financeira dos trabalhadores que fizeram empréstimos consignados

Por: Redação
08/02/2026 às 15h19 Atualizada em 10/02/2026 às 11h26
Presidente do Stiam se encontra com vice-presidente Alckmin e abordam impacto do tarifação na alimentação
O presidente do Stiam, Wilson Vidotto, e o vice-presidente Geraldo Alckmin discutem o impacto das tarifas na indústria - Foto: Divulgação

O presidente do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias de Alimentação e Afins de Marília (Stiam), Wilson Vidotto Manzon, reuniu-se com o vice-presidente da República e ministro da Indústria, Geraldo Alckmin, em audiência realizada na sede do BNDES, em São Paulo. O encontro, viabilizado por uma atividade da Federação da Alimentação (Fetiasp), serviu para estreitar laços históricos entre as lideranças, uma vez que Alckmin já havia visitado a sede do sindicato em Marília anteriormente. “Foi um reencontro de amigos, um momento para colocarmos nossa conversa em dia, num ambiente muito amistoso”, definiu Vidotto, destacando que o vice-presidente buscou informações sobre como a economia regional absorveu os recentes impactos tarifários.

Durante a conversa, Vidotto esclareceu que o impacto do tarifaço na indústria de alimentos de Marília e região foi reduzido, visto que apenas 2% a 3% da produção local é destinada à exportação para os Estados Unidos. Segundo o dirigente, o mercado externo do setor está concentrado na Ásia, Europa, África e em vizinhos da América do Sul, com forte presença de países como China e Japão. “E com relação às transnacionais, como a JBS, a medida restritiva quase não comprometeu sua produção, porque a demanda interna absorve muito a produção da nossa indústria de alimento”, explicou o presidente do Stiam, ressaltando a resiliência do mercado doméstico frente às barreiras internacionais.

Reunião na sede do BNDES entre Wilson Vidotto e Geraldo Alckmin reforça o diálogo sobre
a valorização do setor da alimentação - Foto: Divulgação

Empréstimo consignado

Outro ponto central da audiência foi o alerta levado por Wilson Vidotto sobre o elevado grau de endividamento dos trabalhadores da categoria que utilizaram o empréstimo consignado. O sindicalista relatou ao vice-presidente que essa parcela da população enfrenta uma crise financeira severa, muitas vezes invisível aos altos escalões do governo. “Temos conhecimento, e isso deixei bem claro para o vice-presidente, que muitos trabalhadores da indústria estão vivendo apenas com a cesta básica da fábrica. Isso porque quase 70% do salário está totalmente comprometido nas parcelas do empréstimo consignado emitido na folha de pagamento”, mencionou Vidotto, enfatizando a gravidade do comprometimento da renda familiar.

Federação da Alimentação

A reunião, coordenada pela FETIASP por intermédio do presidente Melquíades de Araújo, tratou de temas estratégicos para a economia nacional e para a segurança alimentar, reforçando a necessidade de políticas públicas voltadas à manutenção de empregos e à valorização do trabalho no setor. O diálogo abordou o impacto da reforma tributária e da política industrial, além de destacar a urgência de investimentos em qualificação profissional e formação de mão de obra para enfrentar os desafios econômicos atuais. As lideranças sindicais e o governo discutiram ainda o fortalecimento do diálogo social como ferramenta para construir soluções que garantam a sustentabilidade de toda a cadeia produtiva da alimentação.

As discussões avançaram sobre a importância de medidas de incentivo à produção e ao consumo, buscando equilibrar o desenvolvimento industrial com o bem-estar social dos trabalhadores. Foram debatidas estratégias para o combate à informalidade e a promoção de práticas sustentáveis, visando assegurar que o crescimento do setor reflita em melhores condições laborais e na segurança alimentar da população brasileira. O encontro reafirmou o papel do sindicato e da federação na mediação de conflitos e na proposição de parcerias com o governo federal para mitigar os efeitos de crises financeiras e aprofundar a proteção aos direitos da classe operária industrial.

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