A presença de animais de grande porte em áreas urbanas e rodovias de Marília está sendo registrada de modo bem mais frequente nas últimas semanas. Série de denúncias de moradores preocupados com o risco de acidentes graves chegou ao jornal A Cidade. Durante percurso na zona Oeste, a reportagem flagrou situações de perigo iminente, como um jumentinho pastando em uma via de fluxo rápido, obrigando motoristas e motociclistas a realizarem manobras bruscas para evitar a colisão.
Além disso, registros fotográficos enviados pela população mostram cavalos trafegando livremente por ruas centrais e até em trechos de rodovias, onde a velocidade dos veículos potencializa a gravidade de qualquer impacto. Diante da pressão popular por providências, a Prefeitura de Marília e a Secretaria Municipal do Meio Ambiente e de Serviços Públicos informaram que mantêm monitoramento constante, registrando média de um a três chamados diários para este fim.
O volume de apreensões é significativo, chegando a cinco recolhimentos semanais, a maioria envolvendo equinos. A administração ressaltou que, embora as denúncias tenham se mantido estáveis, a complexidade de cada ocorrência exige logística específica, havendo casos em que até cinco animais são retirados de circulação em uma única diligência para garantir a segurança viária.
Como resposta ao problema, o ordenamento jurídico municipal foi severamente endurecido em dezembro de 2025. A nova legislação elevou a multa para R$ 1.000,00 por animal identificado solto em via pública. A inovação mais drástica da norma, no entanto, foca na reincidência: na terceira apreensão do mesmo animal, o proprietário perde automaticamente o direito à posse. A medida visa encerrar o ciclo de donos que pagavam taxas mínimas e permitiam que os animais voltassem às ruas poucos dias depois, expondo a vida de terceiros a riscos constantes em logradouros, praças e parques.
Animais em rodovia
Quanto aos animais localizados em rodovias que cortam o perímetro urbano, a Prefeitura de Marília esclareceu que a responsabilidade primária pelo recolhimento e pela segurança do trecho é da concessionária que administra a via. Nestes casos específicos, o cidadão deve acionar imediatamente o serviço de atendimento da concessionária ou a Polícia Militar Rodoviária. A Secretaria Municipal do Meio Ambiente e de Serviços Públicos reforçou que o endurecimento das sanções já reflete uma sutil queda na circulação de animais errantes e um aumento nos casos de perda de posse, indicando que o rigor financeiro e a perda do bem são os caminhos para coibir o abandono.