O processo eleitoral para a diretoria do Sindicato dos Metalúrgicos de Marília e Região, realizado entre os dias 14 e 15 de janeiro de 2026, resultou na reafirmação de um projeto sindical consolidado pela experiência e pelo diálogo. Sob a condução da Federação dos Metalúrgicos do Estado de São Paulo, o pleito registrou uma participação expressiva da categoria, resultando na reeleição de Irton Siqueira Torres com impressionantes 98% dos votos válidos. Ao todo, a Chapa 1 recebeu 709 votos favoráveis, contra apenas sete votos em branco e quatro nulos, um índice que evidencia a harmonia entre a base trabalhadora e a liderança que conduzirá a entidade pelos próximos anos.
O atual mandato de Irton Siqueira Torres termina oficialmente em 19 de fevereiro de 2026, com a nova posse administrativa agendada para o dia seguinte, 20 de fevereiro. Para o presidente reeleito, o resultado das urnas representa muito mais do que uma vitória política, sendo o reconhecimento de um histórico de embates em prol de avanços reais para a classe. “A categoria reforçou e renovou sua confiança em nosso trabalho, o que aumenta nosso compromisso com cada metalúrgico; este resultado é fruto de um histórico de lutas e de conquistas que transformaram o cotidiano laboral em nossa base”, declarou o dirigente.
Atualmente, o sindicato conta com cerca de mil associados distribuídos estrategicamente pelas bases de Marília, Oriente, Pompeia, Vera Cruz e Garça, cobrindo um dos eixos industriais mais produtivos do interior paulista. A representatividade da entidade alcança trabalhadores de gigantes do setor, como a Jacto e a Brudden, em Pompeia, Marcon, Marília, além da Garen e da PPA, Garça. Essa capilaridade exige estrutura, que hoje se materializa em sedes próprias nas cidades de Marília, Garça e Pompeia, oferecendo suporte administrativo e jurídico especializado para os metalúrgicos que sustentam a economia regional.
Além da atuação política, a infraestrutura de serviços e lazer oferecida pelo sindicato é um dos pilares que sustentam a alta taxa de sindicalização e aprovação da diretoria. A entidade mantém um clube de campo em Marília para os momentos de descanso dos associados e investe continuamente na saúde da categoria, oferecendo atendimento odontológico completo na sede de Marília. Segundo o planejamento da nova gestão, esse benefício será expandido em breve para a sede de Garça, ampliando o acesso a cuidados essenciais. Na esfera econômica, Irton destaca que a campanha salarial de 2025 foi um marco, garantindo a reposição integral da inflação e ganho real, com índice de 5,74%.
Sobre a escala 6x1
No debate contemporâneo sobre as relações de trabalho, o Sindicato dos Metalúrgicos de Marília e Região apresenta um cenário que se diferencia da média nacional, especialmente no que se refere à jornada semanal. De acordo com Irton Siqueira Torres, a polêmica escala 6x1 é praticamente inexistente na categoria dentro da base territorial do sindicato, sendo adotada atualmente por apenas uma indústria da região. A norma vigente e defendida pela entidade é a escala 5 por 2, que assegura cinco dias de trabalho por dois de descanso, permitindo que o trabalhador cumpra as 44 horas semanais de segunda a sexta-feira e preserve o fim de semana integral.
O presidente reeleito explica que essa configuração é possível através da compensação de 48 minutos diários adicionais durante a semana útil, o que garante a folga aos sábados e domingos. Para o presidente reeleito, esse modelo é fundamental para que o metalúrgico possa desfrutar do convívio familiar e do lazer, fatores que impactam diretamente na saúde mental e na disposição física para o trabalho. “O direito de ficar com a família e ter um descanso digno é inegociável e a manutenção da escala 5 por 2 é uma garantia de qualidade de vida que nossa base já incorporou como uma conquista histórica e definitiva”, ressaltou o líder sindical.
A experiência regional também fornece dados interessantes sobre a viabilidade de jornadas ainda mais reduzidas em momentos específicos de ajuste de mercado. Irton relembrou que, no passado, uma metalúrgica da base precisou reduzir seu ritmo para diminuir estoques e adotou, durante dez semanas, uma folga de três dias, de sexta a domingo. O resultado dessa redução de jornada, mantendo-se o salário integral, foi surpreendente: a produtividade aumentou de forma notável entre segunda e quinta-feira. O alto desempenho produtivo desse período demonstrou que o descanso prolongado gera eficiência à fábrica.
Com a posse administrativa marcada para 20 de fevereiro, o Sindicato dos Metalúrgicos de Marília e Região projeta um ciclo de modernização de suas instalações e a continuidade de negociações coletivas que priorizem a valorização real dos salários. Para os mil associados, a permanência de Irton Siqueira Torres à frente da entidade significa a manutenção de um canal aberto de diálogo com as grandes indústrias e a certeza de que os direitos conquistados, como a jornada equilibrada, continuarão sendo protegidos rigorosamente.