Mesmo com tratamento gratuito e cura disponível há mais de 80 anos, a tuberculose continua fazendo vítimas em Marília. Entre janeiro e dezembro de 2025, o município registrou 55 casos confirmados da doença e seis mortes, segundo boletim da Secretaria Municipal de Saúde.
Os números reforçam que a tuberculose segue sendo um problema de saúde pública que exige atenção constante da população. Em 2024, a cidade havia contabilizado 81 casos e sete óbitos. Em 2023, foram 63 casos e seis mortes.
Causada por uma bactéria que atinge principalmente os pulmões, a tuberculose é transmitida pelo ar, por meio da tosse, espirro ou fala de pessoas infectadas. Os principais sintomas incluem tosse persistente por mais de três semanas, febre no fim do dia, suor noturno e perda de peso.
O tratamento é oferecido gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS), dura cerca de seis meses e, após os primeiros 15 dias de medicação, o risco de transmissão é reduzido ou praticamente inexistente.
A doença não é transmitida pelo compartilhamento de objetos, como pratos, talheres, roupas ou toalhas. Pessoas com sintomas devem procurar a unidade de saúde mais próxima para realizar exames e iniciar o tratamento o quanto antes.
Segundo dados da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), a incidência da tuberculose no Brasil em 2023 foi de 39,8 casos por 100 mil habitantes, índice muito acima da meta da Organização Mundial da Saúde (OMS), que é de 6,7 casos por 100 mil. A projeção para 2030 é ainda mais preocupante: 42,1 casos por 100 mil habitantes.
Conhecida no século XIX como o “mal do século”, a tuberculose teve a cura descoberta em 1943. Mais de oito décadas depois, a doença ainda desafia os sistemas de saúde e exige ações permanentes de prevenção, diagnóstico e tratamento.