Cidades ABANDONO
Um ano e meio após desocupação, prédios da CDHU na zona Sul seguem abandonados
Passado um ano e meio da desocupação, prédios da CDHU seguem degradados e sem definição sobre o futuro
06/01/2026 19h29 Atualizada há 3 semanas
Por: Redação
Prédios do Conjunto Paulo Lúcio Nogueira, na zona Sul, estão abandonados há um ano e seis meses

Passados um ano e seis meses desde a desocupação do Conjunto Habitacional Paulo Lúcio Nogueira, conhecido como os predinhos da CDHU da zona Sul, o cenário no local é de abandono total e incerteza.  As famílias foram obrigadas a deixar seus apartamentos em 2024, após ordens judiciais confirmarem o risco de desabamento. Desde então, o poder público municipal realocou os moradores e passou a fornecer um auxílio-moradia para custear seus aluguéis. Atualmente, é a CDHU quem paga por este auxílio-moradia.  No entanto, o futuro do conjunto permanece indefinido.

Com cerca de 880 apartamentos distribuídos em 44 blocos, o conjunto habitacional foi completamente abandonado. Sem muros, vigilância ou qualquer tipo de segurança privada, o espaço se transformou em um ponto crítico de preocupação para os moradores do entorno.

Sem telhados e com janelas arrancadas, prédios da CDHU apresentam sinais avançados de abandono

A reportagem do jornal A Cidade esteve no local nesta semana e encontrou uma paisagem de degradação extrema. Prédios sem telhados, janelas sem esquadrias e sinais evidentes de vandalismo compõem o cenário. Em alguns blocos, foram flagradas pessoas circulando sobre os telhados, aumentando ainda mais a sensação de insegurança.

O aspecto do conjunto lembra o de uma área atingida por conflito, com estruturas expostas ao tempo e sem qualquer intervenção do poder público. A situação reforça a cobrança por uma solução urgente por parte do Governo do Estado de São Paulo e da CDHU.

O impacto da desocupação vai além dos prédios. No entorno do conjunto funcionam uma escola infantil, um posto de saúde e um Centro de Referência de Assistência Social (Cras), agora convive com a insegurança proporcionada pela desocupação do local.

Cenário de degradação nos prédios da CDHU reforça cobrança por providências do Estado

Enquanto isso, famílias removidas e proprietários dos apartamentos seguem sem respostas. Mesmo após mais de um ano da retirada dos moradores, não há definição oficial sobre o destino do conjunto habitacional, nem cronograma de obras, demolição ou recuperação das estruturas.