A população de Marília e cidades da região desembolsou mais de R$ 423 milhões em impostos em apenas onze meses, segundo dados do Impostômetro, ferramenta mantida pela Associação Comercial de São Paulo (ACSP). O levantamento considera tributos municipais, estaduais e federais pagos entre 1º de janeiro e 30 de novembro de 2025.
Somente em Marília, o total arrecadado chegou a R$ 343.378.057,06 no período. Com uma população estimada em 246.627 habitantes, de acordo com o IBGE, cada morador pagou, em média, R$ 1.392,48 em impostos ao longo do ano.
O valor representa um aumento de 9,69% em relação ao mesmo período de 2024, quando a arrecadação somou R$ 313.044.350,55. Na comparação, o crescimento ultrapassa R$ 30,3 milhões em apenas nove meses.
Além de Marília, outros municípios da região apresentaram números relevantes no Impostômetro. Garça ocupa a segunda colocação, com R$ 34.370.016,82 arrecadados. Na sequência aparecem Pompéia, com R$ 12.236.342,37, Vera Cruz, com R$ 5.749.052,67, e Álvaro de Carvalho, que somou R$ 5.664.919,68.
Outras cidades também contribuíram com valores significativos, como Júlio Mesquita (R$ 4.366.267,94), Guaimbê (R$ 3.630.970,18), Oriente (R$ 2.882.458,25), Echaporã (R$ 2.745.922,09), Quintana (R$ 2.685.649,17), Lupércio (R$ 2.559.258,19), Alvinlândia (R$ 1.511.491,77) e Oscar Bressane (R$ 1.341.667,36).
Os dados também reforçam o peso do IPTU (Imposto Predial e Territorial Urbano) e do ISS (Imposto Sobre Serviços) nas receitas municipais. Em todo o Brasil, a arrecadação do IPTU alcançou R$ 70,3 bilhões nos primeiros nove meses de 2025. Já o ISS somou R$ 99 bilhões no mesmo período, consolidando-se como uma das principais fontes de financiamento das cidades.
Em nível nacional, o Impostômetro aponta que os brasileiros precisaram trabalhar, em média, 149 dias em 2024 apenas para pagar impostos - dois dias a mais do que no ano anterior. O total arrecadado no país já ultrapassa R$ 3,6 trilhões em nove meses de 2025.
O estado de São Paulo segue como o maior contribuinte do país, sendo responsável por quase 38% da arrecadação nacional, com cerca de R$ 1,2 trilhão recolhidos no período.